Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O Tricolor levantou o segundo título nacional após o 1 a 1 com o Corinthians, mantendo a vantagem da vitória por 2 a 1 na Neo Química Arena. A defesa de pênalti de Carlinha no Morumbi incendiou a torcida e selou a taça.
O São Paulo conquistou o segundo título do Campeonato Brasileiro Feminino ao empatar em 1 a 1 com o Corinthians neste sábado, no Morumbis, assegurando a taça graças à vitória por 2 a 1 na partida de ida, na Neo Química Arena.
Desenvolvimento da decisão
O confronto decisivo teve placar equilibrado no Morumbis: o empate por 1 a 1 confirmou a vantagem construída pelo São Paulo na primeira partida, quando a equipe venceu por 2 a 1 fora de casa. A definição do título contou com um pênalti defendido por Carlinha, momento que gerou grande reação da torcida tricolor e ajudou na manutenção da vantagem no placar agregado.
Com a conquista, o São Paulo interrompeu a sequência vitoriosa do Corinthians no torneio. O time alvinegro vinha vencendo de forma consecutiva desde 2020 e buscava o oitavo título de sua história na competição, mas ficou com o vice-campeonato ao perder a decisão no agregado.
Além do troféu, a vitória terá reflexos econômicos: o título do Brasileirão Feminino rendeu ao São Paulo uma premiação recorde, com os valores definidos para a competição em 2026. A campeã recebeu R$ 2 milhões, enquanto a vice ficou com R$ 1 milhão. Cada uma das 18 equipes que participou da edição levou R$ 720 mil, com acréscimo de R$ 20 mil por partida transmitida em rede nacional.
O que está em jogo além do título
Com o troféu, o São Paulo também garantiu vaga na Supercopa do Brasil de 2027, em que vai enfrentar o campeão da Copa do Brasil, competição que segue em andamento. A conquista assegurou, nos termos vigentes, a participação do time na Supercopa: segundo o regulamento divulgado para o torneio, o campeão do Brasileiro enfrentará o vencedor da Copa do Brasil no confronto marcado para 2027.
Além disso, os dois finalistas se garantiram na Copa Libertadores do ano que vem, caso não haja mudanças no formato da competição. Essa possibilidade deixa em aberto como serão distribuídas as vagas continentais se o modelo do torneio sofrer alterações até a definição da temporada internacional.
Contexto histórico e importância
O título de 2026 representa o segundo troféu nacional do São Paulo na história do Brasileiro Feminino. A competição passou por diversos formatos ao longo das décadas antes de se estabilizar a partir de 2013 com o atual modelo reconhecido oficialmente. Entre 1983 e 1992 a disputa ocorreu sob a denominação Taça Brasil de Futebol Feminino; nos anos seguintes houve diferentes formatos e interrupções até a retomada regular a partir de 2013.
O triunfo do São Paulo também teve repercussão no aspecto de público: a final de 2026 que opôs as duas equipes terminou registrando marca recorde de público para uma decisão de futebol feminino na América do Sul, fato destacado pela cobertura da partida, embora os números exatos da presença no estádio não tenham sido detalhados no resumo oficial divulgado junto ao resultado.
Lista de campeões do Brasileiro Feminino
Desde a primeira edição da Taça Brasil e ao longo das diferentes configurações do torneio, estas equipes constam como vencedoras:
- 1983: Radar-RJ
- 1984: Radar-RJ
- 1985: Radar-RJ
- 1986: Radar-RJ
- 1987: Radar-RJ
- 1988: Radar-RJ
- 1989: Sul América-AM
- 1990: Saad-SP
- 1991: Santos Dumont-BA
- 1992: Vasco
- 1993: Vasco
- 1994: Vasco
- 1995: Vasco
- 1996: Saad-SP
- 1997: São Paulo
- 1998: Vasco
- 1999/2000: Portuguesa
- 2001: Santa Isabel-MG
- 2013: Centro Olímpico-SP
- 2014: Ferroviária
- 2015: Rio Preto-SP
- 2016: Flamengo
- 2017: Santos
- 2018: Corinthians
- 2019: Ferroviária
- 2020: Corinthians
- 2021: Corinthians
- 2022: Corinthians
- 2023: Corinthians
- 2024: Corinthians
- 2025: Corinthians
- 2026: São Paulo
Fecho: próximos capítulos
O próximo passo imediato para o São Paulo é a preparação para a Supercopa do Brasil de 2027, quando enfrentará o campeão da Copa do Brasil, e a eventual participação na Copa Libertadores, dependendo da confirmação do formato da competição continental. Para o Corinthians, resta reorganizar a equipe após a derrota no agregado e planejar a sequência de temporadas visando recuperar o protagonismo nacional.
Além do impacto esportivo, a distribuição de premiações e a visibilidade recorde da final prometem influenciar investimentos e planejamento das equipes no futebol feminino brasileiro nos meses seguintes, com atenção à estrutura e ao calendário das competições que virão.

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