Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O São Paulo abriu o placar com Luciano, mas cedeu a virada após dois gols de Gabigol. A derrota revela desfalques e atuações irregulares, deixando o time em 11º e longe dos 40 pontos.
O São Paulo foi derrotado por 2 a 1 pelo Santos no Morumbi e deixou o clássico com mais perguntas do que respostas, mantendo-se na 11ª colocação do Campeonato Brasileiro. O time saiu na frente com gol de Luciano, mas cedeu a virada com dois gols de Gabigol e sofreu com desfalques e atuações irregulares que complicaram a sequência da temporada.
Desenvolvimento
O duelo valia a chance de o São Paulo chegar a 40 pontos e assumir o oitavo lugar na tabela do Brasileirão. Em campo, o Tricolor abriu o placar após pênalti sofrido por uma das apostas da comissão técnica, Ryan Francisco, que resultou no gol de Luciano. No entanto, a vantagem durou pouco: ainda no primeiro tempo, Toloi perdeu a marcação de Gabigol dentro da área e o atacante cabeceou sozinho para empatar. No segundo tempo, Gabigol voltou a aparecer em uma jogada na grande área, driblou Toloi e marcou o gol da virada, decretando o 2 a 1 para o Santos.
O confronto foi registrado como São Paulo 1 x 2 Santos pela 21ª rodada do Brasileirão 2026. A derrota manteve o time orientado por Dorival Júnior na 11ª posição, a dez pontos do Bahia, que ocupava a vaga mais baixa para classificação à Conmebol Libertadores. Ao longo da partida, o São Paulo sentiu a falta de nomes que vinham sendo titulares: Domingos Duarte está fora da temporada após uma ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito; Calleri estava suspenso pelo acúmulo de cartões; e Rafael deixou o jogo ainda no aquecimento por dores na lombar.
Para suprir ausências, Dorival Júnior promoveu mudanças na escalação, entre elas as entradas de Carlos Coronel no gol, Pablo Maia na defesa e Ryan Francisco no ataque. Coronel, no entanto, não conseguiu alcançar a cabeçada que resultou no primeiro gol do Santos. Toloi foi substituído após o erro de marcação, saiu visivelmente insatisfeito e chegou a chutar copos de água em direção ao banco, gesto que refletiu o nervosismo da equipe.
O técnico tentou reagir com substituições no fim do jogo e empurrou o Santos para o campo de defesa adversário, criando algumas chances que pararam em Diógenes, goleiro santista. Luciano, que marcou para o São Paulo, terminou a partida sentindo dores na virilha e saiu mancando. Com as cinco alterações já feitas, ele teve de permanecer em campo no sacrifício. Marcos Antônio e Wendell também deixaram o clássico reclamando de dores, ampliando a lista de preocupações para a reta final do Brasileiro.
Contexto
O resultado no Morumbi amplia um cenário de incerteza para o São Paulo. Restam dez rodadas para o fim do campeonato e a meta de 45 pontos, estabelecida por Crespo no início da temporada, aparece como um objetivo cada vez mais concreto — e, para muitos, possivelmente o desfecho realista do ano.
A derrota expôs problemas defensivos e a fragilidade do elenco diante de várias ausências: a perda de Domingos Duarte por lesão grave reduziu opções no setor; a suspensão de Calleri retirou uma referência ofensiva; e o problema com Rafael durante o aquecimento deixou o time sem alternativas já nos primeiros instantes. Em um elenco em formação, essas lacunas pesaram contra um Santos que vinha embalado pelos reforços.
Na tabela, a permanência na 11ª posição e a distância de dez pontos para o Bahia, primeiro time dentro da zona da Libertadores, mostram que o São Paulo ainda tem margem de manobra, mas precisa de uma sequência positiva para voltar a sonhar com vagas continentais. Ao mesmo tempo, o risco de ver o objetivo reduzido à simples busca pelos 45 pontos — meta que equivaleria a uma campanha de manutenção relativa — passou a ser a leitura mais recorrente após o clássico.
“Será que Dorival ainda consegue tirar algo desse time?”, questionou Caio, em comentário repercutido na torcida.
O cenário físico do elenco também entra na conta: com jogadores terminando o clássico com dores e o comando técnico usando as cinco substituições, a gestão de atletas para as próximas rodadas será determinante. A sequência de partidas exigirá atenção à recuperação e, possivelmente, adequações táticas para suprir peças que ficaram fora por questões disciplinares e médicas.
Fecho e próximo passo
Após a derrota para o Santos, o São Paulo terá pouco tempo para ajustar a equipe. O próximo compromisso será, conforme a programação do campeonato, contra o Cruzeiro, no Mineirão, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto será uma nova oportunidade para Dorival Júnior testar alternativas e buscar respostas urgentes dentro de campo, mas também um desafio diante de um adversário que jogará em casa.
O clássico no Morumbi deixou claro que o São Paulo precisa equilibrar formação de elenco, recuperação de jogadores e correções táticas se quiser evitar que a temporada se resuma apenas à busca pelos 45 pontos. A direção e a comissão técnica terão de decidir rapidamente o que priorizar: reforçar a solidez defensiva, cuidar do aspecto físico do plantel ou encontrar soluções ofensivas sem perder o equilíbrio. A resposta a essas questões começará a vir já na preparação para a viagem ao Mineirão e, principalmente, no próximo jogo oficial.
Notícia publicada em 03/10/2026.

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