Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Rebeca Andrade voltou à trave e liderou a classificatória com 14,100 (D 5,9), ao lado da anfitriã Greta Mayer. O Brasil garantiu 11 vagas nas finais em Szombathely, com atletas em quase todos os aparelhos.
O Brasil garantiu 11 vagas nas finais da etapa de Szombathely da Copa do Mundo de ginástica artística, com destaque para a volta de Rebeca Andrade à trave: a campeã olímpica liderou a classificatória do aparelho com 14,100 pontos. A performance coletiva do time brasileiro colocou atletas em decisões individuais em quase todas as aparelhos, abrindo caminho para disputa de medalhas no fim de semana.
Desenvolvimento
Rebeca Andrade obteve 14,100 pontos na trave, com grau de dificuldade 5,9, marca que a deixou na liderança da classificatória e empatada com a ginasta anfitriã Greta Mayer. Foi a primeira vez que Rebeca se apresentou na trave desde 2024; ela havia retornado às competições em junho após mais de um ano fora para recuperação física e mental pós-Olimpíadas de Paris. Até esta etapa, Rebeca só havia competido no salto na temporada.
Flávia Saraiva foi a brasileira com maior número de classificações: avançou para três finais. Na trave, Flávia marcou 13,833 pontos (5,9 de dificuldade) e ficou na terceira colocação da classificatória. Nas barras assimétricas, registrou 13,733 pontos (5,6 de dificuldade) e também se classificou em terceiro. No solo, Flávia tirou 12,933 pontos (5,3 de dificuldade), ficando entre as finalistas. Suas rotinas no solo tiveram trilhas como “Homem com H”, de Ney Matogrosso, e “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga.
Lorrane Oliveira manteve o 100% de aproveitamento da equipe feminina brasileira ao garantir duas finais. Nas barras assimétricas, Lorrane fez 14,066 pontos (5,7 de dificuldade) e ficou como vice-líder, atrás da húngara Bettina Lili Czifra, que marcou 14,333. No solo, Lorrane foi a segunda colocada com 12,966 pontos (5,5 de dificuldade), atrás da americana Dulcy Caylor, que fez 13,333.
No masculino, Caio Souza foi o destaque que mais garantiu presença em finais individuais. Ele liderou a classificatória das argolas com 13,900 pontos (5,3 de dificuldade) e também se colocou entre os melhores nas barras: foi vice-líder da barra fixa com 13,733 pontos (5,8 de dificuldade) e vice-líder das barras paralelas com 14,000 pontos (5,5 de dificuldade mais 0,1 de bônus pela saída cravada), ficando atrás do ucraniano Oleg Verniaiev, que somou 14,033 pontos. Caio ainda competiu no cavalo com alças, em que terminou na 20ª posição com 12,266 pontos, ficando fora da final do aparelho.
Arthur Nory, campeão mundial da barra fixa em 2019, liderou a classificatória da barra fixa com 13,966 pontos (5,2 de dificuldade e 0,1 de bônus pela saída cravada). No solo, aparelho em que foi bronze nas Olimpíadas do Rio 2016, Arthur obteve 13,133 pontos (4,9 de dificuldade) e ficou na décima posição, entrando como reserva para a final.
Lucas Bitencourt garantiu a última vaga brasileira nas finais ao ficar em quinto nas barras paralelas, com 13,233 pontos (4,9 de dificuldade). Bisteca também competiu no solo, terminando em 14º com 12,833 pontos (5,00 de dificuldade), fora da decisão do aparelho.
Calendário de finais da Copa do Mundo de Szombathely
Sábado – 19/09 – sportv 3
- 10h – solo masculino
- 10h – salto feminino
- 10h – cavalo com alças
- 10h – barras assimétricas – Lorrane Oliveira (2ª) e Flávia Saraiva (3ª)
- 10h – argolas – Caio Souza (1º)
Domingo – 20/09 – sportv 3
- 10h – salto masculino
- 10h – trave – Rebeca Andrade (1ª) e Flávia Saraiva (3ª)
- 10h – barras paralelas – Caio Souza (2º) e Lucas Bitencourt (5º)
- 10h – solo feminino – Lorrane Oliveira (2ª) e Flávia Saraiva (3ª)
- 10h – barra fixa – Arthur Nory (1º) e Caio Souza (2º)
Contexto e o que está em jogo
O desempenho em Szombathely tem duplo papel: por um lado, serve como teste técnico e competitivo para atletas que buscam ritmo e ajustes antes de competições maiores; por outro, é oportunidade para consolidar forma e confiança em aparelhos específicos. Para Rebeca Andrade, a entrada na final da trave representa um retorno relevante ao aparelho que ela não havia disputado em competições desde 2024, enquanto a presença de Flávia e Lorrane em múltiplas finais mantém a tradição de rendimento da equipe feminina brasileira em etapas internacionais.
No masculino, as classificações de Caio Souza e Arthur Nory mostram força brasileira em aparelhos isolados — argolas, barras paralelas e barra fixa —, setores em que já houve resultados expressivos em mundiais e Jogos. A participação de Lucas Bitencourt nas barras paralelas amplia o leque de opções do país para disputas por medalha e por pontos de ranking.
As finais transmitidas ao vivo no sportv 3 no sábado e no domingo, sempre às 10h (de Brasília), serão o palco para a validação técnica das rotinas mostradas nas qualificatórias. Rebeca Andrade competirá no domingo, quando também entram em cena disputas nas barras paralelas, solo feminino e barra fixa, com presença brasileira em quase todas as decisões listadas.
Fecho
A próxima etapa da história será definida nas finais de sábado e domingo em Szombathely: as apresentações do fim de semana dirão se as rotinas exibidas nas classificatórias se traduzirão em pódios para o Brasil. A equipe brasileira entra nas decisões com nomes consolidados e com atletas em processo de retorno e evolução, e o desfecho das finais indicará a tendência de desempenho para as competições subsequentes.

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