A situação da Ponte Preta se torna a cada dia mais angustiante para seus torcedores. Na última segunda-feira, 25 de maio de 2026, a equipe entrou em campo e, mesmo começando a partida com um bom desempenho, com uma vantagem de 2 a 0, viu seu sonho de vitória se desvanecer em uma amarga derrota por 4 a 2 para o CRB, em Maceió.
A Macaca, que já vive um começo de temporada desastroso, parece não encontrar uma saída para o poço em que está se afundando. Os 19 jogos disputados em 2026 têm sido um verdadeiro pesadelo, e a esperança de uma recuperação fica cada vez mais distante.
O time até começou a partida com uma estratégia de contra-ataque promissora, mas logo se tornou lento e sem criatividade, refletindo o desespero e a desorganização que assolam o clube fora de campo. A crise administrativa atingiu em cheio o vestiário, e os jogadores enfrentam a dura realidade de salários atrasados e uma instabilidade política crescente.
“É injusto perguntar aos jogadores o que deve ser feito neste momento. Essas questões devem ser direcionadas aos dirigentes”, afirmou o capitão Elvis, ao deixar o gramado.
Os números são alarmantes: a defesa da Ponte Preta sofreu 14 gols nos últimos quatro jogos. A comissão técnica, sob o comando de Rodrigo Santana, tem enfrentado dificuldades em manter uma escalação coerente e em fazer as alterações necessárias durante os jogos. O reflexo disso é uma equipe que, visivelmente, se entrega em campo, mas que não consegue traduzir isso em resultados positivos.
A falta de confiança do ataque e o condicionamento físico, especialmente no segundo tempo, têm sido fatores decisivos para as derrotas. O CRB aproveitou-se dessa fragilidade e dominou a segunda etapa do jogo, assim como o Londrina já havia feito na rodada anterior.
O clima no estádio Moisés Lucarelli é de apreensão. A possibilidade de um novo rebaixamento assombra a torcida, que já vivenciou essa situação em anos recentes. Com promessas administrativas não cumpridas e uma falta de transparência, a esperança de dias melhores parece se dissipar.
A comissão técnica agora tem uma semana para tentar reorganizar a equipe antes da próxima partida contra o Botafogo-SP. No entanto, com a torcida exausta e sem a quem se apegar, o futuro da Ponte Preta se apresenta incerto e repleto de desafios. A luta pela sobrevivência na Série B é real, e a Macaca precisa de uma reviravolta urgentemente.

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