Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Athletico e Paraná Clube se enfrentam neste sábado, às 15h30, pela Copa Paraná na Arena da Baixada. O Paraná tenta encerrar um jejum no estádio que dura desde 2008, quando venceu por 1 a 0 com gol de Joélson.
Athletico e Paraná Clube se enfrentam neste sábado pela Copa Paraná, na Arena da Baixada, às 15h30. O duelo terá como pano de fundo um longo jejum do Tricolor no estádio do rival: são 18 anos sem vitória do Paraná sobre o Furacão na Arena.
Detalhes do jogo
O confronto está marcado para começar às 15h30 e integra a programação da Copa Paraná. O histórico recente entre as equipes reforça o peso simbólico da partida: a última vitória do Paraná Clube na Arena da Baixada foi em 2008, quando o time venceu por 1 a 0 com gol de Joélson, em jogo pelo Campeonato Paranaense.
Desde então, o Tricolor não conseguiu repetir o triunfo dentro do estádio do rival. Houve uma exceção em 2014, quando o Athletico atuou como mandante fora de sua casa — naquele ano os jogos foram realizados no Janguito Malucelli devido às obras na Arena para a Copa do Mundo — e o Paraná acabou vencendo em mando do adversário. No retrospecto mais amplo, o Athletico tem dominado os confrontos recentes: a última derrota do Furacão para o Paraná ocorreu em março de 2017, pelo Campeonato Paranaense, quando Renatinho marcou o único gol da partida na Vila Capanema.
O último encontro entre as equipes foi na estreia do Paranaense de 2025, quando o Athletico venceu de virada por 2 a 1. Para a partida deste sábado, as características das duas escalações prometem influenciar diretamente no resultado.
Números e escalações previstas
O Athletico vai disputar a Copa Paraná com uma equipe formada majoritariamente por atletas da base: o clube inscreveu mais de 80 jogadores da base para a competição e escalou uma equipe sub-23 para este compromisso. A opção deixa claro o caráter de formação e avaliação do torneio para o Furacão. A equipe rubro-negra será comandada pelo técnico espanhol Daniel Llácer, contratado neste mês após a saída de Alexandre Lemos.
Do outro lado, o Paraná Clube manteve a base da equipe que conquistou o acesso à elite estadual, sob o comando do técnico Tcheco. O clube do interior reforçou o elenco com contratações que têm perfil mais jovem e também com nomes que se destacaram na Divisão de Acesso.
Reforços anunciados pelo Paraná
- Murillo — volante, 19 anos, vindo do Midtjylland, da Dinamarca.
- Coutinho — meia, destaque vindo do Araucária (Divisão de Acesso).
- Vini Ribeiro — atacante, destaque vindo do Patriotas (Divisão de Acesso).
O clube informou ter contratado ao todo sete reforços para a temporada, com foco em juventude e desempenho na Divisão de Acesso, mas apenas os nomes acima foram divulgados de forma explícita no material que acompanha esta partida.
O que está em jogo
Além da vitória no clássico estadual, a partida terá importância prática distinta para as duas equipes. Para o Athletico, a Copa Paraná funcionará como laboratório de avaliação da base: a comissão técnica e a diretoria deverão observar quais jovens estão prontos para integrar projetos mais amplos no clube e como o sistema de jogo implantado por Llácer se comporta em situações de clássico.
Para o Paraná Clube, o desafio é duplo. Primeiro, a equipe busca encerrar um jejum histórico na Arena da Baixada que já dura 18 anos. Mais do que a sequência estatística, há também a questão da afirmação: provar que a base mantida e os reforços contratados podem competir em jogos de maior pressão e decidir a formação do elenco para os próximos compromissos estaduais. Em termos práticos, o confronto serve como parâmetro para a preparação do time principal e para a definição de prioridades na sequência da temporada.
Do ponto de vista técnico, será interessante observar como a experiência do Paraná — que manteve a base campeã de acesso — se comportará contra a juventude do Athletico. Será um embate entre amadurecimento coletivo e potencial jovem com margem para evolução.
Próximo passo da história
O resultado deste sábado deve orientar decisões imediatas nas duas agremiações. No Athletico, um desempenho convincente da base pode acelerar a promoção de atletas ao time profissional ou gerar ajustes na política de contratações; já um resultado negativo pode levar a revisões táticas e à busca por reforços para compor o elenco sub-23. No Paraná Clube, uma vitória na Arena significaria o fim de um tabu de quase duas décadas e reforçaria a convicção da comissão técnica na manutenção do grupo, enquanto uma derrota apontaria para a necessidade de adaptações, sobretudo para dar sequência ao projeto que levou o clube de volta à elite estadual.
Em termos de narrativa esportiva, o clássico deste sábado manterá o interesse local e regional: a partida colocará frente a frente tradição e formação, num cenário em que o placar e as atuações individuais irão pesar mais do que nunca na avaliação das próximas etapas da temporada para ambos os clubes.

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