A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) fez história ao formalizar, na terça-feira, 2 de junho de 2026, seu apoio a uma queixa oficial contra Gianni Infantino, presidente da FIFA. Essa ação é baseada em supostas violações das regras de neutralidade política que governam a entidade máxima do futebol mundial, especialmente em um momento tão crucial como a proximidade da Copa do Mundo.
Durante uma coletiva de imprensa, a presidente da NFF, Lise Klaveness, revelou a decisão e destacou a importância do apoio da federação a essa queixa. Essa iniciativa reforça uma denúncia anterior apresentada pela organização de direitos humanos FairSquare ao comitê de ética da FIFA em dezembro de 2025.
O centro da polêmica gira em torno da decisão de Infantino de conceder o inaugural ‘FIFA Peace Prize’ ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A entrega do prêmio ocorreu durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado em dezembro de 2025, em Washington D.C. A FIFA justificou a criação deste prêmio como uma forma de reconhecer aqueles que promovem a paz e a unidade em nível global.
Klaveness, que tem se posicionado de maneira crítica em relação a esta premiação, argumenta que o prêmio carece de legitimidade e não foi devidamente ancorado nas diretrizes da FIFA. Para ela, a premiação está “claramente fora do mandato” da entidade e deve ser abolida para garantir a neutralidade política da FIFA.
A NFF, em sua queixa, solicitou ao comitê de ética da FIFA que avalie se Infantino infringiu o Artigo 15 dos estatutos da entidade, que exige que os oficiais do futebol mantenham uma postura de neutralidade política. Essa ação da NFF é um passo significativo na busca pela integridade e honestidade nas práticas da FIFA, especialmente em um período em que a atenção mundial se volta para a Copa do Mundo.
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