Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Namika Yamashita venceu a etapa na Praia do Solemar com 11,50 pontos e sagrou-se campeã da temporada. A brasileira Maylla Venturin foi vice na final que encerrou o circuito.
Namika Yamashita confirmou sua superioridade no ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro 2026 e sagrou-se campeã da etapa e do Circuito Mundial feminino neste sábado (19), na Praia do Solemar, em Jacaraípe, Serra (ES). A vitória da japonesa encerrou a temporada do circuito e reforçou a presença brasileira em todos os pódios do evento.
Desenvolvimento
No duelo decisivo da categoria Pro, Namika Yamashita somou 11,50 pontos (8,00 + 3,50) contra 8,75 (5,75 + 3,00) de Maylla Venturin, da casa, que ficou com o vice-campeonato da etapa. Maylla havia chegado à final ao superar a portuguesa Alice Teotonio na semifinal por 12,75 a 9,50.
A japonesa já havia assegurado o título mundial de forma antecipada ao vencer as quartas de final na sexta-feira, e com o triunfo em Jacaraípe encerrou a temporada com os títulos do Circuito Mundial e do ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro.
“Gostaria de agradecer sinceramente a todos no Japão que torceram por mim. Estou muito feliz por ter vencido nas Maldivas, em Portugal e no Brasil e, finalmente, conquistado o título de campeã mundial. Tudo isso só foi possível graças ao apoio de vocês. Vou continuar me dedicando no próximo ano e treinando bastante também durante a pré-temporada. Espero contar novamente com o apoio de todos no ano que vem. Muito obrigada”
Na classificação final do Circuito Mundial da categoria Pro, Namika saiu como campeã da temporada, com a brasileira Luna Hardman garantindo o vice-campeonato mundial e a portuguesa Filipa Broeiro na terceira posição. Luna encerrou a temporada com 7.100 pontos.
Luna começou a sexta-feira como a única brasileira ainda com possibilidades matemáticas de conquistar o Circuito Mundial, mas foi eliminada nas quartas de final por Alice Teotonio, em bateria decidida por 13,00 a 12,60. Mesmo com a eliminação na etapa, a surfista capixaba consolidou a segunda colocação no ranking mundial de 2026.
“Estou muito feliz com o final dessa temporada. Foi a mais vitoriosa da minha vida até agora, mesmo sem sair com o título. Tive vitórias importantes no Circuito Mundial e em campeonatos como o Europeu. Foi um ano muito produtivo, aprendi muito, e essa derrota no final também vai me ajudar a crescer e evoluir para o ano que vem. O Wahine teve mais um ano lindo, cheio de amor, companheirismo e amizade entre as meninas. Ano que vem estarei de volta. E ainda tenho a última etapa do Circuito Brasileiro, em Búzios, que vai decidir o título. Estou na briga e vai ser mais uma batalha dura no final de novembro. Estou bem animada e espero conseguir terminar o ano campeã brasileira”
Na Master, a brasileira Soraia Rocha, aos 53 anos, conquistou pela primeira vez o título da categoria no Wahine. Bicampeã mundial na categoria Pro (2000 e 2001), Soraia venceu a portuguesa Marta Leitão por 10,75 a 10,25 em uma final decidida nos segundos finais, recuperando a liderança na última onda.
“Fazia 25 anos que eu não vencia uma etapa do Mundial. Tenho dois títulos mundiais, de 2000 e 2001. Vencer aos 53 anos um título mundial é mais do que uma superação. É avançar o limite da mulher, porque a sociedade limita a mulher. A gente está além, e o exemplo está em mim: sem treinar, consegui um título mundial. Não estava nos meus planos. Estou superando os meus limites. Eu vim aqui achando que ia competir aos 53 anos e, vencendo, estou mais do que feliz. Estou nos céus”
Soraia chegou à decisão depois de superar Joselani Amorim na semifinal por 13,25 a 11,25. Marta avançou à final ao vencer Elizangela Fragoso por 10,20 a 8,85. Joselani Amorim e Elizangela Fragoso dividiram o terceiro lugar do pódio da Master.
No Pro Junior, a portuguesa Luana Dourado conquistou o primeiro título da carreira ao bater a brasileira Melissa Souza na final. Luana somou 12,50 pontos (6,50 + 6,00), enquanto Melissa terminou com 8,75 (5,00 + 3,75).
“O Wahine é um campeonato muito especial porque mostra a força do bodyboarding feminino. É muito especial para mim poder ganhar aqui, porque posso ver as lendas do bodyboarding a competir. A nova geração está muito forte. Foi um ano competitivo, todas elas estavam a surfar muito bem, mas estou muito feliz por conseguir ganhar e mostrar tudo o que trabalhei ao longo do ano”
Pódios do ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro 2026
- Pro Women (etapa): Campeã – Namika Yamashita (11,50); Vice – Maylla Venturin (8,75).
- Pro Women (ranking mundial): 1º – Namika Yamashita; 2º – Luna Hardman (7.100 pontos); 3º – Filipa Broeiro.
- Master Women (etapa): Campeã – Soraia Rocha (10,75); Vice – Marta Leitão (10,25); 3º – Joselani Amorim / Elizangela Fragoso (empate).
- Junior Women (etapa): Campeã – Luana Dourado (12,50); Vice – Melissa Souza (8,75).
Contexto e recorte capixaba
O ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro 2026, realizado na Praia do Solemar, encerrou a temporada do Circuito Mundial feminino e teve grande destaque para atletas do Espírito Santo. Maylla Venturin e Luna Hardman, ambas capixabas, foram protagonistas da etapa: Maylla alcançou a final da prova, e Luna terminou a temporada como vice-campeã mundial, resultado que evidencia a força do bodyboarding no estado.
Para o circuito mundial, a confirmação antecipada do título por Namika, ao vencer as quartas de final na sexta-feira, mostrou consistência ao longo da temporada — mencionada pela própria atleta, que citou vitórias em outras etapas como Maldivas e Portugal. Do lado brasileiro, o desempenho coletivo no Wahine reforçou presença nos pódios das categorias Pro, Master e Junior, além do pódio geral do circuito, com atletas que passaram por fases decisivas do campeonato.
Na visão esportiva, o Wahine funciona como um termômetro da força feminina no bodyboarding e também como palco de renovação geracional: a vitória de Luana Dourado na Júnior ilustra a transição entre gerações, enquanto Soraia Rocha reafirma a longevidade competitiva com um título importante aos 53 anos.
Fecho: próximos capítulos
Com o fim do ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, a temporada do Circuito Mundial feminino foi definida e os campeões consolidados. Entre os desdobramentos imediatos, a capixaba Luna Hardman terá pela frente a decisão do Circuito Brasileiro, cuja última etapa ocorrerá em Búzios no final de novembro, competição que ela mesma citou como definidora do título nacional. Do lado internacional, os vencedores anunciaram intenção de manter preparação visando a próxima temporada: Namika mencionou que seguirá se dedicando e treinando durante a pré-temporada, cenário que antecipa uma disputa renovada no calendário mundial do bodyboarding.
O resultado em Jacaraípe também reforça a atenção ao desenvolvimento do esporte no Brasil e especialmente no Espírito Santo, que em 2026 emplacou atletas entre os protagonistas do evento. A história seguirá nos próximos meses com a conclusão do calendário nacional e com a preparação das atletas para a temporada seguinte.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
