Foto: Getty Images — uso em caráter informativo.
A Copa do Mundo de 2026 traz uma revolução nas regras de atendimento médico, impactando diretamente o fluxo de jogo e a dinâmica das partidas. A nova norma estipula que, toda vez que um jogador precisa de atendimento, ele deve sair de campo e permanecer fora por um minuto, uma medida que já está mostrando resultados visíveis nas primeiras rodadas do torneio.
Com essa mudança, cenas de jogadores deitados no gramado, se contorcendo de dor, se tornaram cada vez mais raras. As equipes médicas estão entrando muito menos em campo, e muitos atletas estão optando por continuar jogando ao invés de solicitar atendimento. Até o momento, a equipe do Gato Mestre registrou 12 casos em que o árbitro ordenou que o jogador se dirigisse à beira do campo.
A nova abordagem, aprovada pela International Football Association Board (IFAB), tem como objetivo combater a perda de tempo e maximizar o tempo de bola rolando. A regra, que já começou a impactar o comportamento dos jogadores, faz com que muitos reavaliem suas condições antes de pedir um atendimento. Um exemplo claro ocorreu na vitória da Coreia do Sul sobre a República Tcheca, quando o jogador Paik Seung-Ho decidiu se levantar para evitar perder a vantagem no placar.
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“Eu preferi voltar a jogar a ficar fora por um minuto. O time precisava de mim em campo”, disse Paik, refletindo sobre a nova regra.
Porém, nem todos os casos são iguais. A IFAB também definiu exceções que permitem que o jogador permaneça em campo, especialmente quando a lesão resulta de uma falta que tenha sido punida com cartão amarelo ou vermelho. Um exemplo disso aconteceu no jogo entre Canadá e Bósnia, onde o jogador Memic foi atendido após uma falta dura, mas não precisou deixar o campo.
As primeiras rodadas do torneio também revelaram outros casos interessantes. No confronto entre Holanda e Japão, o jogador Kubo pediu atendimento após uma lesão no joelho e precisou deixar o campo, sendo tratado enquanto a partida continuava. Em outro jogo, o volante Moisés Caicedo, da Equador, teve sua situação discutida com o árbitro, que insistiu que ele deveria esperar o tempo necessário antes de retornar ao jogo.
Esses novos protocolos não apenas mudam a dinâmica das partidas, mas também instigam uma análise mais profunda sobre como os jogadores lidam com dores e lesões. A nova regra promete continuar a impactar o torneio, trazendo um novo elemento estratégico para as equipes. A Copa do Mundo 2026 se mostra, assim, não apenas um grande espetáculo esportivo, mas também um campo de testes para inovações nas regras do futebol.

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