Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Formado nas categorias de base do Santos em 2013, Matheus Oliveira virou peça-chave do Anyang, com números expressivos em 2026. O meia ganhou projeção e se tornou referência popular na cidade a 21 km de Seul.
Ex‑Santos, o meia Matheus Oliveira se transformou em protagonista no futebol da Coreia do Sul pelo Anyang, onde evoluiu de contratado da base para referência dentro e fora de campo. Após uma trajetória de rodagem no Brasil, o jogador vive a melhor fase da carreira: é peça-chave no clube asiático, acumula números expressivos em 2026 e ganhou projeção popular na cidade de Anyang, a cerca de 21 quilômetros de Seul.
Desenvolvimento: trajetória, números e fatos concretos
Formado nas categorias de base do Santos, Matheus chegou ao clube santista em 2013, depois de passagem pelo Pão de Açúcar (atual Osasco Audax), para reforçar o sub‑17. Na base, conviveu com nomes como Diego Pituca, Lucas Crispim e Arthur Gomes. No profissional do Santos, teve apenas três jogos pelo time principal antes de seguir carreira por várias equipes brasileiras.
Entre 2018 e 2023, Matheus passou por:
- RB Brasil
- Guarani
- Ponte Preta
- Oeste
- Brasil de Pelotas
- Atlético‑GO
- Remo
- Água Santa
- Mirassol
- São Bernardo
No Santos, chegou a passar pelo sub‑23 comandado por Kleiton Lima e foi promovido por Dorival Júnior em 2017, sem contudo se firmar definitivamente no time profissional. A oportunidade que mudou sua carreira veio em 2024, quando se transferiu para o Anyang, clube fundado em 2013.
No Anyang, Matheus fez parte da campanha que conquistou o título da segunda divisão sul‑coreana e o consequente acesso. Na temporada do acesso ele foi destaque individual: foi o líder em assistências da segunda divisão, com 11 passes para gol, entrou para a seleção do campeonato e foi eleito o melhor jogador da competição.
Em 2026, o jogador manteve o nível: está com 12 gols no campeonato sul‑coreano e aparece em quarto lugar na artilharia da temporada. A liderança da artilharia é dividida por Patryk Klimala (Seoul) e pelo brasileiro Yago Cariello (Ulsan), ambos com 16 gols. O Anyang ocupa a oitava colocação, com 42 pontos, e também está classificado para as quartas de final da copa nacional. Recentemente Matheus alcançou a marca de 100 jogos e 29 gols pelo clube.
“Meus amigos acham que é exagero, mas eu falo que é surreal. Aqui me chamam de ‘Matequim’. Minha esposa brinca que, em Anyang, eu sou mais famoso do que o Neymar em Santos (risos). Às vezes vou buscar meu filho na escola e as pessoas param o carro para tirar foto. No shopping acontece a mesma coisa. Eu saio na rua e começam a gritar ‘Matequim’. Meu filho e minha esposa já entram na onda. É um carinho muito grande, e isso é muito gratificante.”
“A diferença cultural assusta um pouco no começo. Segurança, limpeza, organização… é tudo muito diferente. E no futebol também muda bastante. O jogador coreano é muito intenso, corre muito. A gente gosta mais da bola no pé, então precisa se adaptar rápido. O mais complicado para mim foi o frio. Na estreia, acho que fazia uns sete graus negativos. Pensei: ‘Acho que desaprendi a jogar bola’ (risos).”
Matheus também relata que a presença da família foi determinante para a virada de fase: quando a esposa, que estava no Brasil grávida de gêmeos, conseguiu juntar‑se a ele na Coreia, a performance mudou. No jogo seguinte à confirmação da chegada dela, ele marcou dois gols e, a partir daí, passou a somar gols e assistências de forma mais consistente.
Contexto adicional: retrospecto, situação na tabela e o que está em jogo
Do ponto de vista esportivo, a ascensão de Matheus no Anyang segue um roteiro de adaptação e aproveitamento de oportunidades. Passar por tantas equipes no Brasil antes de encontrar estabilidade na Coreia reflete uma trajetória comum entre jogadores formados em grandes centros de base que precisam ganhar espaço e regularidade em mercados alternativos.
No Campeonato Sul‑Coreano de 2026, a presença de Matheus entre os principais artilheiros é relevante tanto para o jogador quanto para o Anyang. A equipe, com 42 pontos e em oitavo lugar, tem margem para evoluir na tabela e ao mesmo tempo disputa a continuidade na copa nacional, já classificada às quartas de final. Esses dois fronts — busca por melhor posição no campeonato e sequência na copa — são os principais objetivos imediatos do clube e do atleta.
Como referência numérica e esportiva, os dados do campeonato mostram:
- Artilharia 2026: Patryk Klimala (Seoul) — 16, Yago Cariello (Ulsan) — 16, Matheus Oliveira — 12 (4º)
- Anyang na tabela: posição — 8ª; pontos — 42
- Marcos pelo clube: jogos — 100; gols — 29
Fecho: próximo passo da história
O próximo capítulo da trajetória de Matheus deve ser escrito nas próximas partidas do Anyang, entre o Campeonato Sul‑Coreano e a participação nas quartas de final da copa nacional. A continuidade do bom desempenho individual — gols e assistências — é condicionante para que ele mantenha o protagonismo no clube e para que qualquer sondagem de clubes no Brasil ganhe consistência nas avaliações. Matheus reconhece o desejo de um dia voltar ao futebol brasileiro, mas afirma que, no momento, prefere seguir na Coreia em razão da qualidade de vida e da estabilidade que a família encontrou.
Se a fase atual for mantida, o desfecho natural será a ampliação do interesse por parte de clubes maiores, nacionais ou internacionais, ao mesmo tempo em que o Anyang tenta transformar o rendimento do meia em resultados coletivos que elevem o clube na tabela e avancem na copa. Acompanhar se Matheus seguirá como referência dentro de campo e personagem popular fora dele será a leitura imediata a ser feita nas próximas semanas.

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