Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O volante será submetido a artroscopia após lesão meniscal no joelho esquerdo sofrida contra o Palmeiras. Recuperação estimada em seis semanas pode tirá-lo do restante da temporada e afetar sua convocação.
O volante Martinelli terá de passar por uma artroscopia no início da próxima semana para correção de uma lesão meniscal no joelho esquerdo e, a menos que haja uma recuperação surpreendente, não deve jogar mais na temporada 2026 pelo Fluminense. O tempo estimado de recuperação é de aproximadamente seis semanas, o que afeta tanto o clube quanto as chances do jogador de ser observado para a seleção brasileira na próxima Data Fifa.
Detalhes e impacto imediato
A intervenção cirúrgica foi definida após a lesão sofrida no jogo de ida contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa Libertadores. Nas últimas semanas a comissão médica e a direção do clube buscaram alternativas para acelerar a recuperação, mas o procedimento foi considerado necessário para corrigir o menisco e reduzir riscos a médio prazo.
Segundo o levantamento feito junto ao clube, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou em contato para obter informações sobre o estado clínico do atleta, em razão da lesão ocorrida contra o Palmeiras. No início da semana, Martinelli ainda estava em tratamento com a intenção de tentar ficar à disposição para a decisão, o que não se concretizou, e a troca por cirurgia passou a ser a opção mais provável.
Além da perda em campo, a ausência de Martinelli provoca efeito cascata na formação e na referência técnica da equipe. O jogador tem sido um dos pilares do elenco tricolor nas últimas temporadas, ocupando posição de destaque independentemente de mudanças de treinador.
A possibilidade de Martinelli integrar a Seleção em novembro foi considerada real: o técnico Carlo Ancelotti demonstrou interesse no volante e havia a perspectiva de observação nos amistosos frente ao Japão e a Singapura, marcados para os dias 14 e 17 de novembro, respectivamente. Com a necessidade de cirurgia e o prazo de recuperação, essa janela de convocação ficará comprometida.
Alguns números que explicam a importância do jogador
Martinelli é o jogador do atual elenco do Fluminense com maior número de partidas: são 337 jogos pelo clube. Na temporada, ele atuou em 43 partidas, reforçando o caráter de peça-chave para a equipe. Ao longo do ano, a diretoria também recebeu propostas por ele, que foram rejeitadas, o que reforça a noção de que Martinelli é um dos principais ativos do clube e possivelmente geraria cifras relevantes em uma futura janela de transferências.
Para além do rendimento esportivo, a iminente perda do jogador entra diretamente no radar do mercado: uma nova convocação para a Seleção tenderia a valorizar ainda mais o atleta, cenário agora menos provável diante da intervenção cirúrgica e do tempo de recuperação estimado.
Outros desfalques e o panorama do elenco
O Fluminense enfrenta, nesta reta final de temporada, a necessidade de gerenciar mais de um desfalque. O zagueiro Julián Millán também sofreu uma lesão muscular e virou questão para o departamento médico. A informação disponível aponta para uma lesão no músculo adutor da coxa direita, de grau 2, com previsão de recuperação entre quatro e seis semanas, o que amplia a lista de preocupações para as próximas rodadas e decisões esportivas do clube.
Esses afastamentos exigem do Fluminense readequar esquemas e dar minutos a jogadores que, até então, atuavam em outras frentes do elenco. A manutenção do rendimento coletivo e a gestão do calendário — entre competições nacionais, compromissos por torneios continentais e janelas de transferências — tornam-se pontos centrais para a direção e comissão técnica.
Repercussão interna
O clima no vestiário é de frustração pela eliminação na Copa Libertadores e pela sequência de lesões que afetam peças importantes do time. Um dos companheiros falou publicamente sobre o peso do momento após o erro que resultou na eliminação continental.
“Está doendo demais”
Essa declaração, atribuída a um jogador que se manifestou sobre o pênalti perdido que eliminou o Fluminense da Libertadores, sintetiza o ambiente emocional e a cobrança pelo desempenho coletivo nas próximas semanas.
Contexto e o que está em jogo
O cenário desenhado exige do Fluminense cuidado em duas frentes: a competitiva, para tentar manter desempenho em torneios e no calendário nacional; e a financeira, já que o clube vinha buscando preservar e valorizar ativos como Martinelli para a próxima janela de transferências. A perda temporária de um jogador tão utilizado impacta escalações, disciplina tática e, possivelmente, resultados que influenciam metas esportivas e financeiras.
Ao mesmo tempo, a situação coloca o departamento médico e a diretoria em destaque, por gerar decisões sobre cronograma de reabilitação, possíveis intervenções cirúrgicas adicionais e planejamento de nova utilização do elenco. A janela de amistosos da Seleção, com jogos em 14 e 17 de novembro, era um palco potencial de visibilidade para o atleta, mas agora tende a ficar fora de alcance em função da artroscopia e do período de recuperação estimado.
Fecho — o próximo passo da história
O próximo capítulo será a realização da artroscopia no início da próxima semana e o acompanhamento da recuperação nas semanas subsequentes. O Fluminense terá de ajustar seu planejamento esportivo para suprir a baixa técnica e física causada pela saída temporária do volante, ao mesmo tempo em que monitora a reabilitação com a perspectiva de retorno após o período de aproximadamente seis semanas. A definição sobre uma potencial negociação futura ou sobre retorno à Seleção dependerá de como for a evolução clínica e do calendário de competições nas próximas semanas.
Enquanto isso, o clube também precisará gerir outras ausências, como a do zagueiro afetado pela lesão no adutor, com previsões de recuperação entre quatro e seis semanas, mantendo a necessidade de alternativas imediatas no elenco.

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