Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Em Benslimane, entre Casablanca e Rabat, a obra do Grand Stade Hassan II avança em ritmo acelerado e coloca o país na briga pelo jogo decisivo do Mundial de 2030. Com 115.000 lugares, o projeto remete às tendas dos moussems.
O Grand Stade Hassan II, em construção no Marrocos, avança em ritmo acelerado e se coloca como candidata a receber a final da Copa do Mundo de 2030, em uma disputa que tem o Santiago Bernabéu, em Madri, como principal concorrente. A arena promete transformar-se, se concluída conforme o projeto, no maior estádio em atividade no planeta.
Erguido em Benslimane, entre Casablanca e Rabat, o complexo foi planejado para abrigar 115.000 torcedores. O projeto arquitetônico, assinado pelos escritórios Oualalou+Choi e Populous, busca inspiração nas grandes tendas usadas nos moussems — festivais tradicionais do país — por meio de uma cobertura metálica que envolverá toda a estrutura.
A proposta do governo marroquino integra um amplo plano de investimentos visando a participação do país no Mundial de 2030. Anunciada em 2023, a obra teve orçamento inicial estimado em 5 bilhões de dirhams marroquinos; estimativas mais recentes apontam que o valor já ultrapassa os 11 bilhões de dirhams, equivalentes a mais de R$ 5 bilhões na conversão indicada.
Além da capacidade e do desenho marcante, o Grand Stade Hassan II faz parte de um complexo multimodal que vai além do campo e das arquibancadas. A concepção prevê infraestrutura complementar para receber público e operações comerciais de grande porte.
Detalhes do projeto
O plano arquitetônico prevê integração de uso público, hoteleiro e comercial em torno do estádio. A cobertura metálica será elemento visual e funcional central do projeto, concebida para remeter às estruturas têxteis tradicionais do país enquanto protege o recinto. Os escritórios responsáveis pelo desenho unem experiência local e internacional para atender a escala e às exigências de um estádio desse porte.
- Capacidade: 115.000 torcedores.
- Localização: Benslimane, entre Casablanca e Rabat.
- Orçamento inicial: 5 bilhões de dirhams (anunciado em 2023).
- Estimativa mais recente: acima de 11 bilhões de dirhams (equivalente a mais de R$ 5 bilhões).
- Autores do projeto: Oualalou+Choi e Populous.
Andamento das obras
As obras foram iniciadas após aprovação de financiamento público em 2023. A preparação do terreno foi concluída em 2025 e, desde então, a construção avança com intensidade, com relatos da imprensa local indicando que cerca de 40% da estrutura já foi executada. O ritmo de trabalho e a escala do empreendimento colocam o estádio entre os maiores projetos de infraestrutura esportiva em curso no mundo.
O planejamento inclui não apenas o estádio em si, mas também áreas anexas que servirão tanto para operação do evento como para uso urbano e turístico contínuo. A proposta visa transformar o entorno em um polo de serviços e lazer associado ao complexo esportivo.
Contexto e o que está em jogo
A menos de quatro anos do torneio, a definição de qual cidade sediará a final da Copa do Mundo de 2030 ainda não foi tomada pela entidade máxima do futebol. O Grand Stade Hassan II se apresenta como uma opção de grande apelo geográfico e simbólico: se entregue conforme as metas do projeto, superará em capacidade qualquer outro estádio em atividade atualmente, o que é um argumento de peso na disputa por partidas de maior magnitude.
Do ponto de vista estratégico, o empreendimento insere-se em uma corrida que envolve fatores técnicos, logísticos e políticos. A candidatura de um estádio de 115 mil lugares coloca demandas específicas sobre transporte, integração urbana, segurança e viabilidade econômica a médio e longo prazo. Além disso, a trajetória dos custos — do orçamento inicial de 5 bilhões de dirhams para estimativas superiores a 11 bilhões — eleva o nível de atenção sobre a sustentabilidade financeira do projeto e sobre o papel do financiamento público.
O outro nome largamente citado na disputa é o Santiago Bernabéu, em Madri, que também figura como favorito em diversos cenários. A incerteza sobre a escolha da cidade da final mantém a atenção da comunidade futebolística internacional sobre as obras e sobre as decisões institucionais que virão.
O que acompanhar a partir de agora
As próximas fases mais relevantes para acompanhar serão a evolução do percentual de obras executadas, eventuais revisões de prazo e custo, e a definição formal por parte da entidade organizadora da Copa do Mundo sobre a sede da final. A relação entre investimento público e retorno esperado em legado urbano e turístico será outro ponto-chave para observadores e analistas, assim como a capacidade do entorno em absorver o aumento de público em dias de jogos de grande porte.
Se o projeto for concluído conforme previsto, o Marrocos terá um estádio de escala inédita que, além de ampliar a infraestrutura esportiva do país, pode transformar a dinâmica regional entre Casablanca e Rabat. A disputa pelo jogo de encerramento da Copa-2030 segue em aberto e o avanço das obras no Grand Stade Hassan II mantém o país entre os nomes que aspiram a sediar o momento mais simbólico do torneio.
Nos próximos meses, o foco estará na continuidade das obras e na posição oficial da entidade responsável pela organização da Copa em relação à escolha da cidade que receberá a final, momentos que vão definir os próximos capítulos dessa corrida por uma das partidas mais cobiçadas do futebol mundial.
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