Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O técnico Marquinhos Xavier se emocionou ao falar sobre o tricampeonato do Brasil na Copa das Nações de Futsal, conquistado com a vitória por 6 a 0 sobre o Afeganistão no Ginásio Max Rosenmann, em São José dos Pinhais. Além do placar elástico, a conquista reforçou números relevantes da gestão do treinador: 15 títulos desde que assumiu o comando da Seleção e uma sequência de dois anos sem derrotas.
Desenvolvimento
A final da Copa das Nações de Futsal terminou com o amplo triunfo brasileiro por 6 a 0 sobre o Afeganistão, resultado que garantiu ao Brasil o terceiro título seguido da competição. A campanha do tricampeonato soma-se às conquistas anteriores em 2023, em Sorocaba (SP), e em 2025, em Brasília, formando uma sequência de títulos sob o comando de Marquinhos Xavier.
O treinador destacou o peso emocional de cada taça, mesmo diante de um retrospecto vitorioso. Durante as entrevistas após a partida, ele falou sobre a sensação de que sua trajetória à frente da Seleção terá um término, e sobre o carinho pelo grupo.
Eu sempre estou muito emocionado, porque cada passo parece que vai ser mais próximo do fim. Um dia eu vou sair daqui, vou sentir muita falta, e faço o máximo pelo meu país, pela nossa Seleção. Tenho um carinho muito grande por todos eles. Representar o Brasil é muito emocionante. Sempre é um título especial — afirmou.
Também após a goleada, Marquinhos reforçou que a história do futsal brasileiro não garante automaticamente novas conquistas e ressaltou o esforço exigido para manter o país no topo.
Pode ter certeza de que o sentimento é como se fosse o primeiro título. Fazemos um esforço muito grande para conquistar, não é fácil. Acho que essa equipe assumiu uma cultura do que é ser brasileiro, de resistir — disse Marquinhos.
Em outra declaração, o treinador avaliou que a tradição vencedora não tornou o caminho mais simples e apontou a dedicação diária como fator decisivo para a manutenção do sucesso da Seleção.
Às vezes temos a impressão de que as coisas vão ser fáceis, porque somos muito campeões e o Brasil tem uma história grande, mas não funciona mais dessa forma. Precisamos nos empenhar e nos dedicar, e acho que esse é o retrato do povo brasileiro — completou.
O elenco contou com a presença do atacante Leozinho, do Athletico-PR, na final da Copa das Nações de Futsal, ressaltando a mescla de atletas de clubes nacionais no plantel que disputou e venceu a competição.
Contexto e o que está em jogo
Além do troféu, a vitória por 6 a 0 consolidou uma série positiva da Seleção: dois anos de invencibilidade sob o comando de Marquinhos Xavier e 15 títulos acumulados desde que ele assumiu a equipe. Esses números representam a combinação de resultados e consistência do trabalho, mas o próprio treinador advertiu que isso não significa tranquilidade automática para os próximos desafios.
O tricampeonato da Copa das Nações soma-se ao conjunto de conquistas que sustentam a imagem do Brasil como potência no futsal mundial. Ainda assim, a leitura feita pela comissão técnica é de que a equipe precisa manter o foco e a evolução constante para seguir vencendo, porque a competição internacional segue intensa e os adversários se fortalecem a cada edição.
Do ponto de vista esportivo, o próximo objetivo imediato da Seleção é a Finalíssima de Futsal, marcada para novembro na Arena Niterói, no Rio de Janeiro, um torneio que reúne seleções de alto nível e servirá como termômetro para a preparação rumo ao grande ciclo competitivo que se aproxima.
Próximo passo
O Brasil terá sequência de compromissos na Finalíssima: a Seleção enfrenta a Argentina no dia 6 de novembro, às 21h30 (de Brasília), pela semifinal. A outra vaga na final será decidida entre Espanha e Portugal. A decisão do título e a disputa pelo terceiro lugar estão previstas para o dia 8 de novembro, mesma data em que será jogada a final da competição.
Para Marquinhos Xavier e o grupo, a Copa das Nações representou mais do que um troféu: foi a reafirmação de um projeto que já rendeu 15 taças e que agora mira outros desafios. A preparação para a Finalíssima será o próximo passo prático desse ciclo, com foco em manter a invencibilidade e testar soluções táticas e atletas antes das partidas decisivas contra adversários tradicionais como Argentina, Espanha e Portugal.
Em resumo, o título conquistado em São José dos Pinhais reforçou a hegemonia recente da Seleção, ao mesmo tempo em que trouxe reflexões sobre a continuidade de um trabalho que, segundo o próprio treinador, terá um fim natural em algum momento. A próxima história a ser escrita pelo futsal brasileiro será, portanto, na Arena Niterói, onde estarão em disputa três dias decisivos em novembro.

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