Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Neste domingo, às 16h, Marino Hinestroza enfrenta o Palmeiras no Nubank Parque pela ida das semifinais da Copa do Brasil. Em alta no Vasco, o colombiano busca se firmar contra o clube que o formou.
Marino Hinestroza terá um reencontro com o Palmeiras neste domingo, às 16h, no Nubank Parque, na partida de ida das semifinais da Copa do Brasil. Em ascensão no Vasco, o atacante colombiano volta a enfrentar o clube que o contratou ainda jovem e que marcou parte de sua formação no futebol brasileiro.
Trajetória e passagem pelo Palmeiras
O caminho de Marino até esse momento envolve passagens por times colombianos e por uma breve passagem no futebol brasileiro. Descoberto na Copa RS, torneio de base realizado no Rio Grande do Sul, pelo time sub-20 do América de Cali ao final de 2019, o jogador chamou a atenção do Palmeiras e foi contratado no início de 2020. A chegada ao clube paulista aconteceu em meio ao período conturbado provocado pela pandemia, o que atrasou sua integração plena ao trabalho no Brasil.
Contratado por empréstimo com opção de compra, Marino atuou majoritariamente pela equipe sub-20 do Palmeiras, embora, em várias ocasiões, tenha treinado com o time profissional sob o comando de Abel Ferreira. Em momentos em que a equipe profissional enfrentou desfalques por casos de Covid-19 ou problemas físicos, o jovem atacante chegou a ser relacionado para partidas como as contra o Ceará, pelas quartas de final da Copa do Brasil, e o confronto diante do Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro.
No setor ofensivo das categorias de base, Marino fez dupla com Endrick e permaneceu no Palmeiras até o fim de 2021. Ao término desse período, o clube optou por não exercer a opção de compra, e o jogador retornou ao América de Cali.
Retorno ao Brasil e evolução no Vasco
Anos depois, Marino voltou ao Brasil para defender o Vasco. A adaptação ao país foi facilitada pela familiaridade com o idioma, perceptível desde as primeiras entrevistas no novo clube. A chegada ao Vasco também teve novo status: depois de se destacar no Atlético Nacional, sua contratação custou R$ 30 milhões à diretoria vascaína.
Apesar do investimento, a trajetória inicial no Vasco teve altos e baixos. Marino passou boa parte do tempo como reserva, ficou de fora de jogos por opção técnica e recebeu sondagens para deixar o clube por empréstimo durante a janela de julho. O atacante, no entanto, optou por permanecer no elenco e viu sua situação mudar com a chegada de Pedro Emanuel ao comando técnico.
Com o treinador português, Marino começou a aparecer com mais frequência e a colher performances relevantes saindo do banco de reservas. A titularidade e a confiança foram se consolidando até que veio a partida-chave: os dois gols marcados contra o Corinthians que ajudaram a decretar a vitória por 3 a 2. Essa atuação foi apontada como marco do novo momento do jogador no Vasco. Na sequência, contra o Flamengo, Marino foi escalado como titular para substituir Andrés Gómez, preservado por dores no pé esquerdo.
O que está em jogo e o reencontro com o Palmeiras
O encontro com o Palmeiras representa, para Marino, mais uma oportunidade de transformar a boa fase em protagonismo definitivo. Trata-se do primeiro embate entre Vasco e Palmeiras na história da Copa do Brasil, conforme a programação da competição. A partida de ida das semifinais está marcada para este domingo, às 16h, no Nubank Parque, e a decisão terá o jogo de volta no próximo dia 8, em São Januário.
Para o Vasco, além do objetivo esportivo imediato de buscar a classificação à final da Copa do Brasil, o confronto terá impacto direto na relação entre equipe, torcida e ambiente do clube. A volta, marcada para 8 de novembro, ganhou contornos especiais após a autorização obtida junto às autoridades estaduais e de segurança pública do Rio de Janeiro para ampliar a capacidade do Estádio de São Januário para o jogo de retorno. O pedido da diretoria vascaína foi aprovado depois de vistoria e análise das estruturas do local.
Retrospecto e importância do duelo
Marino chega ao confronto com uma trajetória recente de superação dentro do próprio clube: de opção de mercado e reserva a peça com potencial para decidir partidas. Sua convivência anterior no Palmeiras, o fato de já ter treinado com a equipe profissional e de ter sido relacionado em competições nacionais durante períodos de emergência na tabela técnica oferecem um elemento de narrativa rara — o de jogador que volta a encarar ex-clube em jogo de mata-mata.
Do ponto de vista coletivo, Vasco e Palmeiras se enfrentam em um momento em que ambos buscam consolidar seus elencos em competições de mata-mata. A situação exige rotinas de preparação físicas e táticas diferentes das partidas de Campeonato Brasileiro, e o fator casa nas duas legs tende a ser decisivo: o jogo de ida no litoral paulista e o retorno em São Januário com maior público autorizam expectativas distintas para cada etapa do confronto.
Próximos passos
O desfecho esportivo desta história será conhecido em duas jornadas: primeiro no domingo, às 16h, no Nubank Parque, quando Vasco e Palmeiras se enfrentarão pela ida das semifinais da Copa do Brasil; depois, no dia 8, em São Januário, quando a equipe carioca jogará a partida de volta com a capacidade ampliada do estádio autorizada para o evento. Para Marino, há a possibilidade de transformar um reencontro em consagração, caso mantenha o desempenho recente e volte a influenciar o resultado a favor do Vasco.
Nas próximas semanas, atenção ao aproveitamento do atacante nas escalas e à forma como as duas equipes gerenciarão a disputa de semifinais em jogos de ida e volta, com a pressão natural de torcidas e o peso de decisões eliminatórias. Esses capítulos definirão se o reencontro de Marino com o clube que o formou no Brasil será apenas um episódio de narrativa ou o ponto de virada de sua trajetória no futebol brasileiro.

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