Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Em estreia no Mundial em Frankfurt, a catarinense de 19 anos marcou 27,450 pontos e ficou em quarto na classificação da bola. Está entre as favoritas para avançar à final e pode ser a primeira brasileira a alcançar esse marco.
Maria Eduarda Alexandre teve uma estreia marcante no Mundial de Ginástica Rítmica, realizado em Frankfurt, ao conquistar a quarta posição na classificação da bola. A ginasta de apenas 19 anos, natural de Santa Catarina, obteve a impressionante nota de 27,450 pontos. Com isso, ela se coloca entre as favoritas para garantir uma vaga na final, podendo se tornar a primeira brasileira a alcançar tal feito em mundiais dessa modalidade.
Durante sua apresentação, Maria demonstrou técnica e graça, superando concorrentes de peso, como a búlgara Stiliana Nikolova e a uzbeque Takhmina Ikromova. Na frente dela, se destacaram apenas a russa Sofiia Ilteriakova com 28,050 pontos, e duas medalhistas do Mundial de 2025: a alemã Darja Varfolomeev, com 29,700 pontos, e a italiana Sofia Raffaeli, com 28,450 pontos.
A competição se intensifica a partir de sexta-feira, quando o canal Sportv 2 transmitirá ao vivo as finais do Mundial. O Brasil, que já é considerado um dos favoritos para conquistar o ouro inédito, também está focado na busca por vagas olímpicas, o que torna esta participação ainda mais significativa.
Vale lembrar que, até o momento, a única brasileira a alcançar uma final por aparelhos em um Mundial foi Bárbara Domingos, que ficou na sétima posição nas maças em 2023. Agora, Maria Eduarda tem a chance de repetir esse feito, mas na bola. O Brasil adotou uma estratégia de inscrever apenas Bárbara no individual geral, permitindo que Maria e Jojô se apresentem em dois aparelhos cada. Na quinta-feira, Maria competirá na fita, enquanto Jojô atuará nas maças.
Bárbara, atual campeã pan-americana, está se destacando na competição, tendo alcançado 27,300 pontos na fita, ocupando a terceira posição até o momento, e 27,350 nas maças, onde figura em quarto. A somatória de suas notas a coloca na nona posição geral, ainda na briga pelo top-18 que garante a passagem para a final olímpica.
– Estou muito feliz. Em uma competição, a gente está suscetível a tudo, mas tiro como aprendizado. Tudo pode acontecer. Estou muito treinada, me dediquei 100% nessa preparação. Não é um erro que vai me definir. Vou dar o meu melhor para realizar meu sonho e continuar sendo finalista mundial e, se Deus quiser, pegar uma final por aparelho.
Maria, por sua vez, está animada com a oportunidade de competir em um Mundial após superar dificuldades, como lesões que a deixaram de fora das edições de 2023 e 2025. Ela é vice-campeã pan-americana da bola e já disputou finais em etapas da Copa do Mundo. Sua determinação é evidente, e ela expressou a felicidade de mostrar sua evolução.
– Tô muito feliz por entrar em quadra e poder mostrar pro público que eu consegui evoluir entre uma competição e outra. Muito feliz de poder entrar no tablado de um Mundial. Foi extremamente gratificante. Vou manter o foco. Minha série de bola foi dentro das nossas metas. Seguir com a fita, que consegui evoluir no artístico e na execução. Que eu saia feliz amanhã também.
Em contrapartida, a situação não foi tão favorável para Geovanna Santos, conhecida como Jojô. A atual campeã pan-americana do arco enfrentou um desafio logo no início de sua apresentação, com uma falha que comprometeu sua performance. Apesar disso, ela conseguiu completar a rotina e obteve 26,050 pontos, ocupando a 18ª posição após o primeiro dia de classificatórias.
– Infelizmente tive um erro logo no início, mas consegui resolver da melhor forma possível. Depois eu fiz uma série extraordinária, linda, com nota alta. Veio uma nota boa para contribuir com a equipe. Nas maças é entrar em quadra com muita garra, muita energia, muita confiança e acima de tudo muita fé, porque a gente treinou muito para estar neste Mundial. Estou muito feliz de estar representando o Brasil e vou dar meu 100% para representar o país da melhor forma possível.
O cenário para o Brasil na ginástica rítmica é promissor, com atletas jovens e talentosas competindo em um nível elevado. O próximo compromisso de Maria Eduarda na fita será crucial para suas aspirações de alcançar a final da competição. O desempenho da equipe brasileira pode influenciar não apenas o resultado individual, mas também o fortalecimento da modalidade no país, que busca cada vez mais destaque no cenário internacional.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
