Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Os gaúchos resumiram a sequência de vitórias — dois Masters 1000 em 10 dias — e destacaram o ritmo intenso da temporada. Estão em Nova York para ajustar a preparação rumo ao ATP Finals e à disputa por vaga olímpica.
Orlando Luz e Rafael Matos voltaram a destacar o ritmo intenso da temporada e a pressão de parte da torcida brasileira enquanto comemoram uma sequência de resultados que incluiu dois títulos de Masters 1000 em apenas 10 dias. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (25), os gaúchos sintetizaram conquistas e dificuldades e apontaram os próximos objetivos: garantir presença no ATP Finals e manter viva a aspiração de uma vaga olímpica.
Desenvolvimento
Dois dias após conquistarem o Masters 1000 de Cincinnati, os brasileiros chegaram a Nova York e, até o próximo sábado (29), iniciam a preparação para o US Open. Na temporada, a dupla disputou 56 partidas, com 37 triunfos e 19 reveses. Com a última atualização no ranking, a parceria ocupa a sexta posição entre as duplas do mundo, e, se permanecer entre as oito melhores do ano, disputará o ATP Finals em Turim, na Itália, em novembro.
No retorno da parceria, ao final de 2025, a dupla acumulou resultados expressivos em 2026: além dos dois Masters 1000 em um curto espaço de tempo, somaram títulos em ATP 250 — Santiago e Buenos Aires — e foram vice-campeões em Estoril e Houston. Nos Grand Slams, atingiram as quartas de final do Australian Open. Também enfrentaram uma fase complicada com sete derrotas seguidas entre a semifinal do Challenger de Valência, em maio, e a estreia em Wimbledon, em junho, período em que mantiveram a rotina de treinos e o planejamento técnico.
Os próprios atletas descreveram a intensidade da agenda e a exigência física e mental impostas pelo circuito. Orlando ressaltou a importância de focar no presente, torneio a torneio, mesmo com a ambição clara por grandes metas:
“A gente pensa jogo a jogo independente do torneio que a gente vai disputar. É claro que a gente chega com uma confiança muito mais alta para jogar o US Open, mas é um torneio longo, é um torneio de três sets. É um torneio de mais jogos do que geralmente num ATP. (…) A gente tem o sonho de jogar as Olimpíadas. A gente tem o sonho de jogar o ATP Finals, mas a única coisa que a gente pode focar mesmo é no presente, cada torneio”
Orlando também detalhou a logística cansativa entre torneios e o curto período de retorno ao País:
“Não é fácil. A gente fica o tempo inteiro fora de casa. Este ano a gente voltou 10 dias para o Brasil só. E acredito que os calendários foram escolhidos da melhor forma, mesmo quando tem que dar um passo para jogar um Challenger ou como a gente foi até Los Cabos saindo de Estoril. Não foi uma viagem fácil. Tinham, não sei quantas horas de fuso horários, umas oitos horas de fuso horário de diferença. Trocar de piso em questão de dois dias e jogar”
Rafael Matos destacou que a amizade entre os jogadores tem sido peça-chave para atravessar momentos decisivos e de maior pressão dentro das partidas:
“Essa amizade nos faz muito fortes nos momentos importantes dos jogos que, nas duplas, sempre é muito decidido no detalhe. Ter além de um parceiro que tu confia, ter ali um amigo do teu lado, que te entende, que sabe o que tu tá sentindo naquele momento, com certeza ajuda nesses momentos de pressão e nós passamos por vários deles nessas duas semanas, e todos vieram para o nosso lado”
Contexto
O quadro competitivo em que Luz e Matos se encontram tem implicações diretas para o calendário e para objetivos maiores. A manutenção dentro do grupo de oito melhores duplas do ano é o bilhete para o ATP Finals, torneio que reúne as duplas de melhor campanha na temporada e que será disputado em Turim, em novembro. A jornada por uma vaga olímpica, por sua vez, aparece como meta de prazo mais longo e depende de critérios que envolvem o ranking nacional e mundial nas próximas semanas e meses.
Além do US Open, a dupla já tem compromissos confirmados no fim de temporada na Ásia: o ATP 500 de Pequim, entre 30 de setembro e 6 de outubro, e o Masters 1000 de Xangai, entre 7 e 18 de outubro. Também há a possibilidade de participação na Copa Davis, caso recebam convocação. Esses torneios serão pontos importantes na soma de pontos que definirá posições no ranking e a disputa por convocações e convites.
Do ponto de vista da logística e recuperação, os relatos sobre mudança de pisos, fusos e viagens curtas entre torneios ilustram um custo que acompanha as melhores campanhas: uma rotina com poucos dias em casa — neste caso, apenas 10 dias no Brasil na temporada até agora — exige planejamento físico, coordenação da equipe técnica e um suporte que extrapola a quadra. Luz e Matos dividem a mesma equipe técnica e demonstraram que essa proximidade tem ajudado na comunicação e no ajuste fino durante partidas.
Fecho
À medida que seguem para a preparação em Nova York até o próximo sábado (29), a dupla terá pela frente o desafio imediato do US Open e, em sequência, sequência de torneios que podem selar ou ampliar as possibilidades de disputar o ATP Finals e influenciar a corrida por uma vaga olímpica. A narrativa dos gaúchos segue marcada por resultados de alto nível, ajustes em momentos de queda e a estratégia de encarar cada torneio como prioritário para consolidar metas maiores ao longo da temporada.
O próximo passo prático será a adaptação para o piso e o calendário do US Open, com foco em transformar o bom momento em consistência dentro das grandes chaves do circuito no segundo semestre.

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