Foto: Globo — uso em caráter informativo.
No embalo da Copa do Mundo, Kléberson, o icônico pentacampeão de 2002, já começa a traçar paralelos entre a Seleção Brasileira atual e a que conquistou o título há mais de duas décadas. Em uma análise afiada, ele expressa seu desejo de ver Danilo Santos, do Botafogo, como o substituto ideal para Lucas Paquetá, que se encontra fora do jogo contra a Noruega, agendado para hoje, pelas oitavas de final.
Com uma lesão muscular na coxa esquerda, Paquetá não poderá contribuir em campo e, assim, abre-se uma oportunidade valiosa para outro jogador brilhar. Kléberson, que fez história no Mundial de 2002, destaca as semelhanças entre sua própria trajetória e a de Danilo. Ele acredita que o jovem jogador entraria em campo com a leveza necessária para desempenhar um grande papel.
“Eu vejo a história bem parecida assim com a do Danilo [Santos]. Ele é um atleta que foi chamado logo nas partes finais e, quando ele entrou, senti que a camisa do Brasil ficou leve pra ele. Senti que ele desfrutou do momento”, comentou Kléberson.
A expectativa está alta, e o técnico Carlo Ancelotti terá a difícil missão de decidir quem ocupará essa vaga crucial no time. Kléberson analisa que, além de Danilo, Martinelli ou outro atleta poderia ser a escolha do treinador. “Eu enxergo ele bem parecido na maneira que eu entrei, não sentindo o peso, próximo dos grandes”, acrescentou.
Preços vistos na Amazon em 16/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
O ex-volante relembrou sua própria experiência na Copa de 2002, onde a pressão era palpável, especialmente ao lado de estrelas como Rivaldo e Ronaldo. Ele recorda como Felipão, então técnico, conseguiu desviar essa pressão ao afirmar que os adversários não conheciam suas habilidades.
“Quando o Felipão começou a apontar para cada jogador e chegou em mim e olhou e falou: Kléberson, ninguém sabe quem é você, eu só quero que você jogue igual você joga no Athletico Paranaense. Ali tirou toda aquela pressão,” relatou.
A Noruega, adversária do Brasil, não deve ser subestimada. Kléberson, que assistiu ao jogo da equipe contra Senegal, observou o carinho que a torcida mundial tem demonstrado pela seleção norueguesa. Ele enfatiza que, para avançar, o Brasil precisa estar atento aos contra-ataques adversários, especialmente devido à presença de Haaland, jogador de destaque no time norueguês.
“A Noruega é um time que tem jogadores muito altos e bons no um contra um. O Brasil precisa estar muito atento, porque nós somos uma seleção que gosta de ficar com a bola e eles vão procurar bastante verticalidade,” analisou Kléberson.
Além de Danilo, Kléberson elogia a postura de Endrick na competição, destacando sua vontade e determinação em jogar. “Eu tiro o chapéu para o Endrick, porque ele aceita essa pressão. Isso é muito valioso em um atleta jovem como ele,” concluiu o pentacampeão.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
