Na manhã desta terça-feira, 26 de maio de 2026, a segunda audiência de conciliação sobre a intervenção na Federação Maranhense de Futebol (FMF) ocorreu na sede da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, localizada no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís. O clima na sala de audiência era de expectativa, com a presença do juiz Douglas de Melo Martins, que conduziu a sessão de forma presencial, enquanto alguns envolvidos se conectaram de maneira remota.
A audiência teve a presença da interventora Susan Lucena, das promotoras Alineide Martins Rabelo Costa e Doracy Moreira Reis Santos, além do representante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da defesa de Antônio Américo, que também esteve presente virtualmente. Em um cenário que prometia avançar nas discussões, o juiz expressou sua insatisfação pelo fato de não ter havido diálogo entre o Ministério Público e a defesa dos investigados desde a primeira audiência.
“É fundamental que haja diálogo para que possamos chegar a um consenso. Estamos aqui para buscar uma solução que beneficie o futebol maranhense”, enfatizou o juiz Douglas Martins.
Com o intuito de facilitar a resolução do impasse, o magistrado apresentou uma proposta audaciosa: a redução da multa por danos morais coletivos de quase R$ 2 milhões para apenas R$ 50 mil, além da aceitação por parte de Antônio Américo e sua diretoria da antecipação do fim dos mandatos. Se ambas as partes concordarem com as condições, a eleição para uma nova diretoria poderá ocorrer em até 75 dias.
Entretanto, a proposta não é imediata. Um cronograma foi estabelecido: o Ministério Público terá um prazo de dez dias para se manifestar sobre a proposta apresentada. Em seguida, a defesa de Antônio Américo e os demais investigados também terão o mesmo período para suas ponderações. Após isso, a CBF disporá de mais dez dias para se pronunciar, durante os quais os clubes maranhenses poderão encaminhar suas manifestações ao juízo.
Após a coleta de todas as manifestações, o juiz Douglas de Melo Martins agendará a terceira audiência. Independentemente do resultado, a decisão da primeira instância será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro-relator Flávio Dino deverá homologar ou não o acordo. Somente após essa validação, uma nova data poderá ser definida para as eleições, trazendo esperança de renovação para a FMF.

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