Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
Os jogadores da seleção do Irã foram recebidos com uma festa emocionante por uma multidão de torcedores no aeroporto de Teerã nesta quarta-feira, após a eliminação da Copa do Mundo. Apesar de não terem conseguido avançar na competição, a equipe, que terminou a fase de grupos com três empates, conquistou o apoio e a admiração de seus fãs, sendo tratados como verdadeiros heróis.
A delegação iraniana enfrentou desafios logísticos significativos devido ao conflito em curso com os Estados Unidos, o que os levou a transferir sua base de treinamento para Tijuana, no México, mesmo jogando todas as partidas em solo americano. Ramin Rezaian, defensor da equipe, expressou a frustração do grupo ao dizer:
“Sentimos apenas vergonha, pois merecíamos avançar. Ficamos muito chateados, mas se não conseguimos alegrá-los, pedimos desculpas.”
Ao deixar Tijuana na terça-feira, os jogadores do Irã se pronunciaram contra o secretário dos Estados Unidos, que havia afirmado ter celebrado a eliminação da equipe com uma “dança da felicidade”. Ghalenoei, um dos líderes da delegação, comentou sobre a resiliência do time, afirmando:
“O mundo se deu conta que um país oprimido como o Irã hoje sai com muito orgulho. Cabe mencionar que muitos jogadores grandes do futebol global, como Zlatan (Ibrahimovic), falaram sobre o bom futebol jogado pelo Irã durante essas partidas. Não conseguimos nos classificar, mas levamos o orgulho.”
Em um comunicado enviado à imprensa, a federação de futebol do Irã destacou que a equipe está acostumada com as dificuldades impostas por autoridades dos Estados Unidos. A nota também fez referência ao número 168, que simboliza as crianças que perderam a vida em um bombardeio em uma escola em Minab, ocorrido no início da guerra. O comunicado enfatizou:
“Quando eles matam 168 crianças e mentem para o mundo inteiro sobre o assunto, nada que essa pessoa diga é surpreendente para nós. Nosso técnico disse que os Estados Unidos não queriam que o Irã permanecesse nesse torneio devido ao tratamento desumano e antiprofissional que nossa equipe vivenciou.”
A situação geopolítica entre Irã, Estados Unidos e Israel continua a impactar a logística da equipe, que enfrentou uma série de complicações, incluindo ameaças de boicote, cancelamento de amistosos e problemas na emissão de vistos. Mesmo assim, a seleção do Irã deixou a Copa do Mundo com a cabeça erguida, mostrando a força e a união de um povo que, apesar das adversidades, se uniu em torno de seus representantes no futebol.

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