Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A seleção do Irã concluiu sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo 2026 com um empate emocionante de 1 a 1 contra o Egito, na madrugada deste sábado, em Seattle, nos Estados Unidos. O time iraniano, que se manteve invicto com três empates, agora aguarda ansiosamente a definição dos melhores terceiros colocados para saber se avança na competição.
A trajetória do Irã na fase de grupos foi marcada por diversas dificuldades, especialmente em relação às restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos. O técnico Amir Ghalenoei e seus jogadores expressaram suas frustrações em várias ocasiões, afirmando que sua seleção foi a mais oprimida do torneio. Ghalenoei chegou a destacar a complexidade de atuar em um ambiente tão desafiador.
Um dos principais impactos da tensão política entre o Irã e os Estados Unidos foi a necessidade de mudar a cidade sede da seleção. Originalmente, a equipe se instalou em Tucson, no Arizona, mas teve que se deslocar para Tijuana, no México. Nos dois primeiros jogos, contra Nova Zelândia e Bélgica, o Irã só recebeu permissão para entrar nos EUA 24 horas antes de cada partida e foi obrigado a deixar o país imediatamente após os jogos.
Em um pequeno avanço, na terceira rodada, o governo americano permitiu que a seleção chegasse ao país dois dias antes do jogo contra o Egito, proporcionando um pouco mais de conforto na logística do time. Essa flexibilização, embora positiva, ainda não eliminou os desafios enfrentados pelo Irã ao longo do torneio.
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“Fomos a seleção mais oprimida da Copa”, afirmou o técnico Ghalenoei, refletindo sobre as dificuldades enfrentadas.
Em termos de deslocamentos, a equipe iraniana percorreu um total de 2.536 quilômetros, gastando 7 horas e 20 minutos em viagens. O Irã se baseou em Tijuana e utilizou o centro de treinamentos da cidade para se preparar. A equipe teve que enfrentar os desafios da fronteira, que complicaram ainda mais suas movimentações.
Comparando os deslocamentos das seleções do Grupo G, a Nova Zelândia teve o maior deslocamento, com 6.073 quilômetros, enquanto o Egito foi a seleção que percorreu a menor distância, totalizando 2.283 quilômetros. Essa diferença ressalta ainda mais os desafios logísticos enfrentados pelo Irã, que, apesar de estar próximo da fronteira, teve suas movimentações severamente limitadas.
Com a fase de grupos concluída, agora resta ao Irã torcer para que seus resultados sejam suficientes para garantir uma vaga na próxima fase da Copa do Mundo 2026, em um cenário repleto de incertezas e desafios.

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