Foto: Globo — uso em caráter informativo.
No Parque Villa-Lobos, Makavelli venceu o canadense Matt Kiatipis por 5 a 4 com um arremesso giratório que definiu o duelo. Em junho passado, ele também superou The Professor por 13 a 10 em Venice Beach; o vídeo já passa de 7 milhões de visualizações.
O brasileiro Igor Makavelli garantiu duas vitórias que ampliaram sua visibilidade no basquete de rua: no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, ele derrotou o canadense Matt Kiatipis (MK) por 5 a 4 com um arremesso giratório que definiu o duelo; anteriormente, em junho do ano passado, venceu o estadunidense The Professor por 13 a 10, em Venice Beach, Los Angeles.
Os lances que sacramentaram as vitórias se transformaram em conteúdo viral nas redes sociais. O vídeo com o arremesso giratório contra MK ultrapassou sete milhões de visualizações em uma rede social, enquanto o registro da vitória sobre The Professor alcançou 12,3 milhões de visualizações.
Natural de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, Igor migrou do basquete 5×5 para o 1×1 e vem consolidando um estilo próprio, com arremessos pouco convencionais — entre eles o que sai de trás da cabeça e o salto giratório que funcionou no Parque Villa-Lobos. Essas peculiaridades de jogo foram determinantes nos confrontos com nomes consagrados do basquete de rua.
O duelo contra MK ocorreu quando o canadense, conhecido como estrela do 1×1 e dono de mais de três milhões de seguidores em uma rede social, veio ao Brasil no início deste ano para participações em desafios e exibições. Igor foi convidado ao Parque Villa-Lobos e aceitou a disputa sem grandes pretensões, segundo seu relato.
Desenvolvimento: os lances, placares e o que foi dito
No confronto com MK, que era melhor de cinco, Igor contou que, diante da marcação física que vinha sofrendo, optou por variar e apostar no arremesso giratório para surpreender o adversário. O lance entrou e determinou a vitória por 5 a 4.
Sobre a partida em Venice Beach, Igor relatou que foi convidado a participar de uma gravação com o influencer Chris Staples e que, no desenrolar das partidas, The Professor apareceu e tomou o lugar de um jogador. Naquele duelo, o placar final foi 13 a 10 a favor do brasileiro, que afirmou ter marcado 10 ou 11 dos 13 pontos da equipe.
Igor detalhou a experiência com o encontro de ídolos e a repercussão das vitórias. Ele descreveu como viveu a chegada de The Professor, o momento na quadra e a reação da lenda do basquete de rua após a derrota. Em entrevista, Igor contou sobre a emoção e os conselhos que passou a receber.
“O The Professor, para mim, é como o Ronaldinho Gaúcho, entendeu? Você vai bater uma bola com o Ronaldinho Gaúcho”
Em outro trecho do relato sobre Venice Beach, Igor narrou a cena da entrada de The Professor na quadra e de como reagiu ao convite inesperado:
“Pô, seja o que Deus quiser. Vou jogar com o The Professor, meu sonho”
Referindo-se ao pós-jogo, Igor relatou que trocou peças de roupa e fotos com The Professor e que mantém contato nas redes sociais, recebendo dicas por mensagens diretas. Sobre o triunfo no Parque Villa-Lobos, ele explicou a escolha tática pelo arremesso giratório:
“Durante a partida com o MK, eu tava tomando muita pancada. Falei: ‘mano, ele não vai deixar eu arremessar a bola do jogo. Ele vai fazer falta. Vou fazer o arremesso giratório, porque ele não vai esperar’. Aí eu fiz esse arremesso e caiu”
Contexto: trajetória, redes sociais e o papel do basquete de rua
Igor começou a jogar basquete aos 11 anos e transitou entre o basquete organizado e a cultura do basquete de rua. Inspirado por ídolos da NBA, como Michael Jordan, e por influenciadores do 1×1, ele desenvolveu arremessos atípicos como resposta a desafios físicos na infância e à necessidade de encontrar espaço contra adversários mais altos.
O basquete de rua ganhou centralidade nas redes sociais nos últimos anos, e duelos 1×1 se transformaram em conteúdo com grande alcance. Nomes como The Professor têm audiência massiva — o estatuto de lenda do basquete de rua e mais de cinco milhões de seguidores em uma rede social foram mencionados nas reportagens sobre esses duelos — e influenciam diretamente a visibilidade de adversários e convidados.
Para jogadores brasileiros, confrontos com estrelas internacionais em locais emblemáticos — Venice Beach e o Parque Villa-Lobos são exemplos — funcionam como vitrines. As milhões de visualizações dos vídeos de Igor demonstram que vencer um duelo vai além do resultado na quadra: ele amplia exposição, aumenta seguidores e pode gerar convites para novas participações e gravações.
O caso de Igor também evidencia a mistura entre espetáculo e competição: muitas partidas são gravadas por equipes e destinadas a plataformas digitais, o que altera a dinâmica dos encontros e a presença de fãs ao redor das quadras. Em São Paulo, a plateia no Parque Villa-Lobos cercou o garrafão e registrou cada jogada com celulares, gerando amplo material para difusão online.
Fecho: o próximo passo da história
Com duas vitórias sobre nomes de peso do basquete de rua e milhões de visualizações acumuladas, Igor Makavelli ampliou sua presença no circuito digital e no universo do 1×1. Mantendo contato com The Professor e tendo enfrentado MK no Brasil, o próximo passo da história tende a passar por novos desafios nas quadras de rua e por mais conteúdo nas redes sociais, onde ele já provou ser capaz de atrair público em grande escala.
Enquanto isso, a técnica do arremesso que sai de trás da cabeça e o salto giratório permanecem como sua marca registrada, o que deve motivar curiosidade de adversários e fãs nas próximas aparições públicas e gravações.

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