Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo, realizada desde a edição de 1934, é um capítulo que, apesar de frequentemente ser subestimado, carrega histórias memoráveis. Neste ano, França e Inglaterra se preparam para protagonizar mais um embate em busca da medalha de bronze, após ambas as seleções terem sido eliminadas nas semifinais.
Embora muitos considerem essa partida como a menos atrativa da competição, a história nos mostra que grandes momentos podem surgir desse confronto. Entre recordes e partidas emocionantes, a disputa pelo terceiro lugar já proporcionou aos torcedores cenas dignas de relembrar.
Um dos episódios mais curiosos ocorreu na primeira Copa do Mundo, em 1930, quando a Iugoslávia, insatisfeita com a atuação do árbitro, se recusou a entrar em campo para a disputa do terceiro lugar. Assim, os Estados Unidos acabaram herdando a terceira posição, alcançando sua melhor colocação na história do torneio.
“A primeira Copa do Mundo não previa a disputa de terceiro lugar, mas a história tomou um rumo inesperado”, destaca um especialista sobre o evento.
Outro momento marcante foi em 1950, no Brasil, onde a competição não teve uma final convencional, mas sim um quadrangular. Na última rodada, Suécia e Espanha jogaram paralelamente, decidindo o terceiro lugar, com os suecos levando a melhor ao vencer por 3 a 1.
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A consagração de Just Fontaine, artilheiro de 1958, ainda ecoa nos corações dos fãs. Ele se destacou ao marcar 13 gols, um recorde que permanece imbatível, com destaque para a sua atuação na decisão do terceiro lugar, onde a França derrotou a Alemanha por 6 a 3.
“Fontaine é um ícone das Copas, e sua marca de 13 gols é um feito extraordinário”, afirma um comentarista esportivo.
Para muitos países, a disputa pelo terceiro lugar representa muito mais do que apenas um jogo. É uma chance de se destacar e registrar a melhor campanha em Copas do Mundo, como foi o caso da Áustria, Chile e Bélgica, que brilharam em edições passadas.
Além disso, o gol mais rápido da história das Copas, marcado por Hakan Şükür em apenas 11 segundos em 2002, também ocorreu na disputa de bronze, demonstrando que emoção e velocidade estão sempre presentes nesse tipo de confronto.
Historicamente, a média de gols nas decisões do terceiro lugar é a mesma das finais: 3,8 gols por partida, o que revela que esses jogos também podem ser recheados de emoção e espetáculo.
As estatísticas mostram que a Alemanha é a seleção que mais disputou essa partida, com cinco participações, seguida por Brasil e França. Apesar de ser um duelo que muitos consideram irrelevante, a disputa pelo terceiro lugar tem seu lugar cativo na memória dos torcedores e na história do futebol.

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