Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Atletas reclamam das condições do campo em Nova Jersey, sede da grande final. O francês Rabiot comparou a superfície a um gramado sintético, duro e rígido.
O gramado do estádio que sediará a final da Copa do Mundo de 2026, localizado em Nova Jersey e Nova York, tem gerado descontentamento entre os atletas. Após a realização de oito partidas no local, incluindo o embate entre Brasil e Marrocos no último sábado, as críticas começaram a surgir em relação às condições do campo.
O jogador francês Adrien Rabiot foi um dos que se manifestou sobre a superfície. “É um pouco mais liso, não sei se podemos dizer assim. É mais parecido com um sintético, bem duro, bem rígido. Mas é assim para todas as equipes, tem que se adaptar às condições”, afirmou o atleta, destacando a dificuldade de adaptação ao gramado.
“Você precisa se acostumar a ela. Acho que pode haver um pouco de cimento abaixo da grama.”
Essas palavras foram reforçadas pelo técnico Didier Deschamps, que também comentou sobre a peculiaridade da superfície. Ele observou que jogadores que já atuaram no estádio relataram experiências semelhantes, reforçando que a adaptação é uma necessidade.
Os jogadores brasileiros, por sua vez, expressaram uma preocupação específica com a irrigação do campo. De acordo com eles, o forte calor fez com que o gramado secasse rapidamente durante a partida, resultando em erros de domínio e passes. O atacante Vini Jr. lamentou a situação: “Por conta do tempo, o calor, a grama secou muito rápido. O jogo estava travado. Isso nos dificulta. A gente quer mover a bola de um lado pro outro”.
“O campo estava muito seco também dificultou bastante nosso jogo, alguns toques a gente não controlava muito bem.”
Bruno Guimarães também relatou dificuldades, afirmando que o estado do gramado impactou o desempenho da equipe. A FIFA, em nota, informou que realiza a irrigação do campo em três momentos: seis, três e uma hora antes da partida, além de molhar o gramado durante a pausa para hidratação quando necessário.
Recentemente, a FIFA firmou uma parceria com a Universidade do Tennessee para auxiliar na qualidade dos gramados, sendo que metade dos estádios da Copa precisou trocar o gramado sintético pelo natural. A mudança no gramado do estádio de Nova Jersey/Nova York ocorreu há cerca de dois meses, mas a entidade ainda não se manifestou sobre possíveis alterações no campo em resposta às reclamações dos atletas.
O calendário da Copa do Mundo segue agitado, com próximas partidas programadas no estádio, incluindo Noruega x Senegal no dia 22 de junho e Equador x Alemanha no dia 25 de junho. A expectativa é que, mesmo com as críticas, os jogos sigam com grande competitividade.

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