Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A sequência de gols sofridos de fora da área põe em xeque o posicionamento do argentino: foram oito tentos assim em 2026 e, em três ocasiões, Rossi não estava na linha do gol. No último jogo, o adversário finalizou 12 vezes de fora, contra 10 de dentro.
A sequência de gols sofridos de fora da área acentuou a desconfiança em torno do goleiro Rossi no Flamengo. Após a derrota por 2 a 1 no último sábado, chamou a atenção que o adversário finalizou mais de fora da área — 12 vezes — do que de dentro — 10 vezes — e assim chegaram as conclusões que resultaram nos tentos rivais, com Romero no Maracanã e Arroyo no Mineirão.
Desenvolvimento com dados concretos
No balanço de 2026, o atleta argentino do Flamengo sofreu oito gols em finalizações de fora da área. Em três dessas ocasiões, Rossi não estava na linha do gol durante o desenrolar da jogada: foram os casos de Castillo (Lanús), Pitta (Bragantino) e Vitinho (Inter). Nos outros cinco, o goleiro estava posicionado debaixo das traves quando as bolas entraram, o que alimentou críticas da torcida.
Alguns dos lances foram descritos com diferentes graus de dificuldade. O gol de Erick (Vitória) entrou no ângulo e foi classificado como praticamente indefensável. As finalizações de Gabriel (Bragantino) e Romero (Cruzeiro) vieram de muito longe e com força; por sua vez, os chutes de Lautaro Díaz (Santos) e Arroyo (Cruzeiro) não foram tão encaixados no canto, mas tiveram em comum a percepção de demora na reação do goleiro — possivelmente influenciada pela visão parcialmente obstruída por jogadores à frente da bola — e um posicionamento que deixou um lado mais exposto.
Na derrota citada, o padrão de finalizações externas dos adversários foi relevante. Segundo os números referentes ao jogo, o rival tentou 12 vezes de fora da área e 10 vezes de dentro, o que acabou resultando no gol de Romero no Maracanã pela Libertadores e em Arroyo abrindo a reação no Mineirão em outra partida. A leitura foi a de que os oponentes buscaram o chute de longe por perceberem menor confiança nas saídas e defesas de Rossi.
Retrospecto e episódios que minaram a confiança
Se em 2025 o goleiro viveu uma fase de prestígio — sendo apontado como peça fundamental na campanha do tetra da Libertadores —, a temporada de 2026 trouxe episódios que diminuíram essa imagem junto à torcida. Em maio, Rossi foi alvo de reclamações após uma falha em uma saída pelo alto no gol de Luan Cândido (Vitória), pela Copa do Brasil, e sofreu um erro citado como “frango” no chute de Mendoza (Athletico-PR), pelo Brasileirão. O próprio goleiro admitiu ter errado nessas ocasiões.
O conjunto desses episódios e os gols de longa distância fizeram surgir questionamentos sobre reflexo, posicionamento e tomada de decisão do goleiro. Em parte, as críticas se intensificaram porque, em vários lances, Rossi estava exatamente onde a lógica do goleiro exige — dentro do gol — e mesmo assim a bola encontrou o caminho da rede.
Situação no elenco e alternativas
O Flamengo contratou um reserva de peso: o goleiro Andrew, adquirido por R$ 34,7 milhões, chegou como alternativa para a posição. No entanto, desde a chegada do técnico Leonardo Jardim, Andrew participou de apenas um jogo: a vitória por 3 a 0 sobre o Cusco, do Peru, no Maracanã. Desde maio, Andrew não vinha atuando, segundo os registros de partidas do clube, e a escolha do técnico pela manutenção de Rossi no posto continuou a alimentar o debate sobre confiança e rodízio no gol.
Contexto na tabela e o que está em jogo
O Flamengo estava estacionado nos 45 pontos e ocupava a vice-liderança do Brasileirão, seis pontos atrás do Palmeiras. Com a soma de pontos até aqui, o time ainda tinha posição confortável na luta pelo título, mas a sequência de atuações com falhas pontuais deixava claro que qualquer deslize a mais poderia ampliar a vantagem dos concorrentes diretos. A pressão por regularidade na retaguarda ganhava importância, já que o Campeonato Brasileiro caminhava para suas rodadas finais e os desfechos dependiam de consistência defensiva.
Próximo compromisso e próximos passos
O time recebeu uma semana livre na sequência do calendário e só voltaria a campo no próximo domingo, quando faria o clássico contra o Botafogo às 16h (de Brasília), no Maracanã, pela 25ª rodada do Brasileirão. Esse confronto aparecia como uma oportunidade para o clube ajustar o sistema defensivo e para Rossi tentar responder às críticas com uma atuação mais segura diante de um adversário direto na tabela.
Do ponto de vista do elenco, a semana livre oferecia tempo para trabalhos específicos de posicionamento e reflexo, além de permitir um debate interno sobre a condição física e mental dos goleiros. A diretoria e a comissão técnica teriam decisões a tomar sobre eventual alteração de titularidade ou manutenção da confiança em Rossi, enquanto a torcida aguardaria uma resposta em campo para amenizar a insatisfação gerada pelos gols de longa distância.
O desfecho imediato dessa história será observado no clássico: um desempenho convincente do sistema defensivo e de Rossi poderá reduzir a pressão; novos erros poderão intensificar as discussões sobre substituições e alternativas para a posição de goleiro no restante da temporada.

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