Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A FIVB divulgou as 32 seleções para a Copa do Mundo Feminina 2027, com o Brasil classificado como campeão sul-americano. A Rússia retoma as competições após mais de quatro anos; a Copa será nos EUA e Canadá em ago/set 2027.
A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) divulgou, nesta segunda-feira (5), a lista das 32 seleções que estarão na Copa do Mundo Feminina de 2027. Entre as novidades mais comentadas está o retorno da Rússia às competições da entidade, após mais de quatro anos de afastamento; o Brasil, campeão do Sul-Americano, confirmou sua vaga e seguirá na briga por um título inédito no torneio, que será realizado entre agosto e setembro de 2027 nos Estados Unidos e no Canadá.
Dados e classificações divulgadas
O anúncio detalhou como as 32 vagas foram preenchidas: duas seleções já estavam garantidas por sediar o evento, uma por ser a atual campeã da Copa do Mundo e outras foram classificadas por meio de torneios continentais ou pelo ranking mundial. Em 2026, 15 seleções asseguraram participação via competições continentais. As últimas 14 vagas foram preenchidas por critério de ranking, com a Suíça, na 30ª posição do ranking da FIVB, garantindo o último lugar disponível no torneio.
Lista de seleções classificadas
- Sedes: Estados Unidos e Canadá
- Atual campeã: Itália
Garantidas por meio de competições continentais
- América do Sul: Brasil, Argentina e Colômbia
- Europa: Turquia, Sérvia e Polônia
- Ásia: Tailândia, China e Japão
- África: Egito, Quênia e Camarões
- Américas do Norte e Central: Cuba, República Dominicana e Porto Rico
Garantidas via ranking
- Vagas pelo ranking: Holanda, Rússia, Alemanha, República Tcheca, Bélgica, França, Eslovênia, Suécia, México, Ucrânia, Grécia, Coreia do Sul, Bulgária e Suíça
O retorno da Rússia chama atenção não apenas pela ausência de mais de quatro anos, mas também pelo peso histórico do país na competição: contabilizando também as participações sob a bandeira da antiga União Soviética, a equipe soma sete títulos da Copa do Mundo, sendo as maiores vencedoras do torneio.
Retrospecto e o que está em jogo
Historicamente, a Rússia (incluindo títulos da União Soviética) domina a lista de campeãs com sete ouros. Os dois últimos troféus conquistados contra o Brasil ocorreram em finais disputadas em tie-break, nos anos de 2006 e 2010. A seleção russa não disputava uma edição desde 2018, quando terminou na oitava colocação. Com a reintrodução do país às competições da FIVB, o torneio de 2027 promete reunir algumas das forças tradicionais do vôlei feminino mundial.
Do lado brasileiro, os números mostram a busca por um primeiro título na Copa do Mundo: a seleção soma quatro pratas e dois bronzes ao longo da história do torneio, mas ainda não ergueu o ouro. A disputa em 2027 foi apontada como prioridade para o técnico José Roberto Guimarães, e a preparação da equipe terá a vantagem de já contar com a vaga garantida nas Olimpíadas de 2028, fator que pode permitir ajustes de longo prazo no ciclo de treinos e competições.
O formato da competição também definirá o ritmo da disputa: a fase inicial terá oito grupos com quatro equipes cada; os dois melhores de cada chave avançarão ao mata-mata. A final será realizada em Anaheim, cidade que será palco de disputas olímpicas em 2028. Além do título, a Copa do Mundo distribuirá mais três vagas para os Jogos de Los Angeles, o que aumentará a importância do torneio no calendário entre seleções que ainda buscam a classificação olímpica.
Implicações regionais e observações
Para o cenário sul-americano e para o público do Nordeste do Brasil, a garantia do Brasil como representante do continente se mantém como ponto de interesse. A presença de adversárias tradicionais da Europa e da Ásia e o retorno de uma potência como a Rússia reforçam a necessidade de atenção à preparação da seleção brasileira, tanto em aspectos técnicos quanto em opções de rodagem e testes táticos no período prévio ao torneio.
O sorteio das chaves, previsto para ocorrer ainda neste ano, definirá caminhos e confrontos diretos na primeira fase. Equipes tradicionais e emergentes observarão a definição das chaves para traçar estratégias, programar ciclos de amistosos e planejar logística e preparativos para a competição que se estenderá por agosto e setembro de 2027.
Próximo passo da história
Com as 32 vagas confirmadas, o foco agora se volta para o sorteio das chaves e para o calendário de preparação das seleções. A organização do evento e as delegações terão nas próximas semanas e meses tarefas definidas: acompanhar o sorteio, ajustar listas de convocadas, agendar treinamentos e compromissos preparatórios. Para as torcidas, especialmente no Brasil e na região Nordeste, a expectativa será acompanhar como a seleção verde-amarela estruturará sua campanha visando à busca do primeiro ouro em uma Copa do Mundo Feminina de vôlei.
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