Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Ídolo dos anos 80, Jacozinho abriu o coração sobre o desejo de defender a Seleção no México. O ex-jogador relembrou momentos marcantes e o famoso bordão de Jô Soares.
Hoje, vamos conhecer a história inspiradora de Jacozinho, uma das figuras mais emblemáticas do futebol brasileiro na década de 1980. O ex-ponta, que encantou torcedores com sua habilidade e carisma, revelou que acreditava ter futebol suficiente para representar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986, realizada no México. Em uma conversa nostálgica, ele compartilhou suas memórias e anseios daquela época.
Jacozinho não é apenas um nome no futebol, mas sim um ícone que marcou a história do esporte nacional. Ele recordou um momento especial, quando entrou em campo na partida de retorno de Zico ao Brasil, e deixou sua marca com um golaço inesquecível. A paixão pela seleção era palpável, e ele se lembrava bem do que a torcida clamava: “Bota ponta, Telê!”, um bordão que ecoava nas arquibancadas e que teve origem nas piadas do humorista Jô Soares.
O ex-jogador enfatizou que acreditava que poderia ter sido convocado para defender o Brasil em 1986. “Eu estava no auge e a torcida pedia jogadores como eu”, afirmou Jacozinho, refletindo sobre a necessidade de mudanças na Seleção, que na Copa de 1982 não jogou com dois pontas, algo que a torcida ansiava. No entanto, ele também apontou uma triste realidade: a falta de espaço para jogadores nordestinos na seleção nacional naquela época.
“Em 1985, eu estava no Santa Cruz e recusei uma proposta de Portugal, pois acreditava que seria convocado. Era uma época em que jogadores do Norte e Nordeste não tinham a mesma moral para integrar a Seleção, por mais que tivessem qualidade”, lamentou.
Jacozinho também expressou sua preocupação com a evolução do futebol brasileiro, afirmando que a essência do jogo se perdeu ao longo dos anos. “Hoje, os jogadores perderam a malandragem. Antigamente, eu pegava a bola e ia para cima, driblava com alegria. Lembro de um drible que fiz no Nelinho, do Atlético-MG, em 1985, que usei a pista atlética do Rei Pelé. Isso não existe mais”, recordou com um toque de saudade.
Ele ainda ressaltou que, nos dias atuais, ao ver um jogador driblando, o técnico logo pede para soltar a bola. Essa mudança no estilo de jogo reflete um novo tempo, mas a memória de Jacozinho continua viva, repleta de histórias que encantam e inspiram novas gerações.

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