Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
A seleção da Espanha fez história ao garantir sua vaga na semifinal da Copa do Mundo, tendo sofrido apenas um gol em toda a competição até o momento. Essa impressionante marca coloca a Roja em um seleto grupo, que por apenas duas vezes antes teve um desempenho semelhante, e ambas as equipes acabaram se sagrando campeãs do mundo.
As únicas seleções que conseguiram avançar às semifinais com apenas um gol sofrido foram a França, em 1998, e a Itália, em 2006. Agora, os espanhóis se preparam para um duelo emocionante contra os franceses, na próxima terça-feira, às 16h (de Brasília), na cidade de Dallas.
Vale destacar que, historicamente, apenas uma equipe conseguiu chegar a uma semifinal sem ter sofrido nenhum gol: o Brasil, em 1958. Naquela edição, os brasileiros tiveram sua rede balançada pela primeira vez apenas na quinta partida, em um emocionante jogo contra a França, que terminou com o placar de 5 a 2. Na final, o Brasil repetiu o feito, vencendo a Suécia por 5 a 2, com gols icônicos de Pelé, Vavá e Zagallo.
No atual Mundial, que acontece nos Estados Unidos, Canadá e México, a Espanha viu seu único gol sofrido ocorrer nas quartas de final, quando venceu a Bélgica por 2 a 1, na última sexta-feira. Antes disso, o goleiro Unai Simón estabeleceu um novo recorde ao ficar 648 minutos sem sofrer um gol em Copas do Mundo.
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“Estamos focados e confiantes. O nosso sistema defensivo tem funcionado muito bem e isso é fundamental para o nosso sucesso”, afirmou Simón após a partida.
O desempenho defensivo da Espanha é uma combinação de talento e trabalho em equipe. O lateral-direito Pedro Porro tem se destacado por fechar bem os espaços, enquanto a dupla de zaga formada pelo jovem Cubarsí, de 19 anos, e o experiente Laporte, de 34 anos, traz uma solidez impressionante. O lateral-esquerdo Cucurella, que recentemente trocou o Chelsea pelo Real Madrid, tem sido considerado um dos melhores da posição no torneio.
Além disso, os volantes Rodri e Fabián Ruiz têm desempenhado papéis cruciais na proteção da defesa. Rodri, capitão da equipe, tem sido fundamental com suas intervenções defensivas, enquanto Ruiz, com seu estilo mais ofensivo, também contribui na recomposição defensiva, fechando os espaços entre as linhas.
Os atacantes, como Lamine Yamal, Oyarzabal e Baena, não ficam atrás e ajudam na marcação alta, garantindo que a equipe se mantenha compacta e proteja a defesa. Essa mentalidade coletiva é essencial para o sucesso da Espanha.
A lembrança da campanha vitoriosa da Espanha na Copa de 2010, onde a equipe sofreu apenas dois gols, ambos na fase de grupos, também serve como motivação. A Roja começou sua trajetória com uma derrota surpreendente para a Suíça, mas se recuperou e terminou o torneio sem sofrer mais gols, até conquistar seu primeiro título mundial.

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