Foto: Agência Brasil/EBC — uso em caráter informativo.
O Egito viveu um dia de festa e emoção na última sexta-feira (10), quando a seleção nacional de futebol retornou ao país após uma brilhante atuação na Copa do Mundo. Com bandeiras, cânticos patrióticos e faixas que exaltavam o feito dos jogadores, milhares de torcedores se reuniram em frente ao Aeroporto Internacional de Alamein para dar as boas-vindas aos ‘Faraós’.
A equipe fez história ao conquistar a melhor campanha na competição, vencendo pela primeira vez na Copa do Mundo em quatro tentativas e alcançando as oitavas de final. O clima festivo tomou conta do local, onde muitos torcedores exibiram fotos do capitão Mohamed Salah com a mensagem “Obrigado” estampada. A recepção calorosa demonstrou a gratidão e o orgulho do povo egípcio pela trajetória da seleção.
As comemorações não pararam por aí. Após desembarcarem, os jogadores e a comissão técnica embarcaram em um ônibus aberto, desfilando pelas ruas de New Alamein e acenando para a multidão que os aplaudia. O entusiasmo era contagiante, e a festa do futebol egípcio ecoava por toda a cidade. O presidente Abdel Fattah al-Sisi está agendado para receber a equipe e sua comissão no sábado (11), sinalizando a importância desse momento para o país.
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“Os homens do Egito nos deixaram orgulhosos”, diziam as faixas que adornavam a recepção, refletindo o sentimento de todos os presentes.
Entre os torcedores, muitos portavam cartazes do técnico Hossam Hassan envolto em uma bandeira palestina, em reconhecimento ao apoio que ele demonstrou à causa durante o torneio. Hassan, que se tornou o maior artilheiro da seleção egípcia, foi visto em campo com a bandeira palestina e se manifestou em coletivas de imprensa sobre os direitos dos palestinos, ganhando ainda mais admiradores.
Apesar da dolorosa derrota por 3 a 2 para a Argentina, onde o Egito chegou a estar vencendo por 2 a 0 até os minutos finais, o sentimento era de orgulho. A equipe fez uma campanha memorável, derrotando a Nova Zelândia na fase de grupos e superando a Austrália nos pênaltis nas oitavas de final. O retorno ao país, mesmo após a eliminação, é um símbolo da resiliência e da garra do futebol egípcio.
Além disso, a Federação Egípcia de Futebol anunciou a renovação dos contratos de Hossam Hassan e de seu irmão gêmeo, Ibrahim Hassan, com a expectativa de que o vínculo se estenda até 2030. Desde que assumiu o comando em 2024, Hossam revitalizou a seleção, levando-a a semifinais da Copa Africana das Nações de 2025 e encerrando um jejum de oito anos sem participação na Copa do Mundo, com um impressionante histórico de 20 vitórias, nove empates e seis derrotas.
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