Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A Federação Egípcia anunciou que Mohamed Salah não será relacionado para a partida de terça-feira em Juba. A decisão, tomada em acordo com a comissão técnica, visa reduzir o risco de lesão no gramado sintético.
O Egito não terá Mohamed Salah entre os relacionados para o confronto diante do Sudão do Sul nas eliminatórias da Copa Africana de Nações. A ausência do atacante foi anunciada pela Federação Egípcia de Futebol como medida de preservação, motivada pelo tipo de piso do estádio em Juba.
Desenvolvimento
Em nota divulgada neste sábado, a Federação Egípcia de Futebol (EFA) informou que Salah não será convocado para a partida marcada para terça-feira no Estádio de Juba, cuja superfície é composta por gramado sintético. Segundo o comunicado, um acordo havia sido firmado entre a comissão técnica e o jogador antes do jogo contra Angola, definindo que ele não participaria da partida contra o Sudão do Sul. A decisão foi tomada pela equipe técnica visando preservar a integridade física do atleta.
O confronto entre Egito e Sudão do Sul está programado para a segunda rodada do Grupo B das eliminatórias e terá início às 10h (horário de Brasília) de terça-feira. O Estádio de Juba, casa oficial da seleção local, tem capacidade para cerca de 12 mil pessoas e utiliza campo sintético, fator que motivou a exclusão de Salah da lista de relacionados.
Na primeira rodada desta Data Fifa, realizada na sexta-feira, o Egito empatou em 0 a 0 com Angola, partida em que Salah esteve em campo. A seleção egípcia não entrava em campo desde a Copa do Mundo de 2026, quando foi eliminada nas oitavas de final pela Argentina. A EFA ressaltou que a decisão de poupar o atacante já havia sido acordada, reforçando a preocupação com a saúde do jogador diante das condições do gramado sintético.
“Nos encheram de orgulho”
Contexto e implicações
No momento, o Egito ocupa a terceira colocação do Grupo B, com um ponto, empatado com Angola, enquanto o Malawi lidera a chave com três pontos. O Sudão do Sul ainda não pontuou e figura na lanterna do grupo. Esses números deixam clara a importância do jogo em Juba: além de manter viva a ambição de classificação para a fase final da Copa Africana, os resultados das próximas rodadas poderão definir a trajetória das seleções africanas na disputa continental.
A ausência de Salah em um jogo oficial de eliminatória acrescenta um componente tático para a seleção egípcia. Fora do elenco por opção técnica e médica, o principal artilheiro do país ficará de fora de uma partida em que o perfil físico e as peculiaridades do campo podem influenciar diretamente o rendimento e a segurança dos atletas. A comissão técnica, liderada pelo técnico Hossam Hassan, optou por priorizar a integridade física do jogador ao decidir não relacioná-lo para o duelo em superfície artificial.
Do ponto de vista esportivo, o Egito terá de se adaptar sem sua principal referência ofensiva. Isso pode significar mudanças na formação, distribuição de jogadores no ataque e maior ênfase em articulação coletiva para superar um Sudão do Sul que jogará em casa e que buscará somar seus primeiros pontos na competição. A própria escolha do palco e do tipo de gramado coloca em pauta debates recorrentes sobre segurança, equivalência competitiva e logística nas eliminatórias africanas.
“Nos perseguiu desde o início”
O que está em jogo e o próximo compromisso
A partida em Juba representa, para o Egito, a chance de se aproximar dos líderes do grupo e de reagir após o empate sem gols com Angola. A seleção egípcia terá de administrar a ausência de Salah e buscar alternativas para manter o nível de competitividade ofensiva. Para o Sudão do Sul, a partida é uma oportunidade clara de conquistar os primeiros pontos e crescer na tabela com o apoio do seu torcedor, diante da casa com capacidade para cerca de 12 mil torcedores.
Além do impacto imediato na tabela, o resultado em Juba poderá influenciar decisões futuras da comissão técnica egípcia em relação à gestão de elenco e ao uso de jogadores considerados essenciais, sobretudo quando as condições do gramado podem apresentar risco. A gestão de minutos, a recuperação física e o calendário internacional são variáveis que pesam nas escolhas para os próximos compromissos.
O próximo passo concreto será a realização do jogo na terça-feira, às 10h (horário de Brasília). A partir desse confronto será possível avaliar a eficácia das opções do técnico Hossam Hassan sem Salah, bem como o impacto do gramado sintético sobre a dinâmica do jogo e sobre a integridade física dos atletas. Os resultados e as impressões colhidas em Juba deverão orientar decisões subsequentes da federação e da comissão técnica à medida que o Egito seguir disputando as eliminatórias da Copa Africana de Nações.
Enquanto isso, a seleção egípcia segue a sua preparação sem o seu principal jogador para o duelo em Juba, com atenção à recuperação dos atletas que participaram do empate com Angola e à montagem de um plano tático que compense a ausência de Salah. A disputa no Grupo B continua aberta e o desfecho em Juba será um capítulo importante na trajetória das equipes rumo à fase final da competição continental.

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