Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Após perder por 3 a 0 para o Internacional, o Botafogo já sofreu 51 gols em 32 jogos. É a segunda pior defesa do Brasileiro, atrás só da Chapecoense (63/31); agora enfrenta o Remo.
O Botafogo viu uma estatística incômoda se agravar com a derrota para o Internacional: os três gols sofridos no confronto deixaram o time carioca com a segunda pior defesa do Campeonato Brasileiro, atrás apenas da Chapecoense. A sequência defensiva preocupa a equipe a poucos dias do reencontro com o Remo, adversário direto na tabela de gols cedidos.
Números essenciais do jogo e da temporada
Na soma do campeonato, o Botafogo totaliza 51 gols sofridos em 32 partidas. A marca coloca o clube apenas à frente da Chapecoense, que figura com 63 gols sofridos em 31 jogos. Esses números refletem uma fase em que a defesa alvinegra vem alternando titulares e perdendo referências por conta de lesões e mudanças táticas.
- Chapecoense: 63 gols em 31 jogos
- Botafogo: 51 gols em 32 jogos
- Remo: 50 gols em 32 jogos
- Coritiba: 49 gols em 31 jogos
- Santos: 47 jogos em 32 jogos
Além do número de gols sofridos, outros dados da campanha do Botafogo também chamam atenção: a equipe aparece na 11ª posição do Brasileirão, com 39 pontos; o saldo de gols é negativo em sete tentos e o time marcou 44 vezes ao longo de 32 partidas.
Desempenho sob o comando de Tite e a questão defensiva
Desde a chegada do treinador, a equipe passou por cinco jogos em que a defesa foi vazada em quatro oportunidades. O único confronto em que o time não sofreu gols foi contra a Chapecoense, partida que também representou a única vitória do comando do atual treinador até o momento. No total, são oito gols sofridos nesses cinco confrontos, o que resulta em uma média de 1,6 gol por partida com a equipe sob sua direção.
A escalação defensiva tem sofrido variações. Ferraresi tem sido a peça mais constante, participando de todas as partidas citadas. Já Monzón e Arthur Chaves foram titulares ao lado do zagueiro venezuelano em oportunidades pontuais — cada um teve uma chance como titular — e, diante de lesões e ausências, Marçal acabou aparecendo como alternativa para recompor a retaguarda.
Primeiro turno e o confronto direto com o Remo
No primeiro turno do Brasileirão, o Botafogo foi derrotado pelo Remo por 2 a 1, em duelo realizado no Estádio Nilton Santos. O resultado passado serve como referência para o próximo encontro entre as equipes, já que o Remo aparece logo atrás do Botafogo na estatística de gols sofridos, com 50 tentos cedidos em 32 partidas.
As equipes voltarão a se enfrentar na quarta, às 21h30 (de Brasília). O confronto tem peso direto na avaliação coletiva do setor defensivo do Botafogo: enfrentar um rival que também teve dificuldades para se proteger de gols ao longo da temporada apontará com clareza se as mudanças defensivas adotadas nas últimas partidas surtiram efeito ou se ajustes adicionais serão necessários.
O que está em jogo e o contexto da tabela
Mais do que a estatística isolada de gols sofridos, o que está em jogo para o Botafogo é a regularidade que a equipe precisa recuperar para se manter em uma posição confortável na metade de cima da tabela. Estar em 11º lugar com saldo negativo e uma defesa entre as piores do campeonato expõe vulnerabilidades que podem custar pontos nas rodadas finais.
Para o Remo, adversário com histórico de partidas equilibradas e vindo de vitória no primeiro turno, o embate traz a oportunidade de encostar na pontuação do alvinegro e também de tentar aplicar nova pressão sobre a defesa carioca. Para torcedores e dirigentes, é um confronto que servirá como termômetro do momento defensivo de cada clube.
Do ponto de vista coletivo, a temporada do Botafogo combina um número razoável de gols marcados (44) com uma defesa que cede demais — fator que constantemente anula avanços ofensivos e complica a busca por vitórias consecutivas. A alternância de peças e a necessidade de coerência tática na retaguarda aparecem como pontos centrais a serem resolvidos.
Próximo passo
O calendário colocará o Botafogo diante do Remo já na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília). Será mais um capítulo em que a defesa alvinegra terá de apresentar evolução imediata para evitar que a estatística de gols sofridos continue a crescer. Além do resultado, o que o clube busca é consistência defensiva para, a partir daí, voltar a encadear resultados que elevem sua posição na tabela e melhorem o saldo de gols.
Nas próximas semanas, a sequência de partidas e as opções avaliadas pelo treinador para recompor o setor defensivo definirão se o Botafogo conseguirá reduzir a exposição atrás ou seguirá enfrentando dificuldades para segurar placares a seu favor.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
