Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Cucurella garante apoio a Vinícius Júnior e diz que a adaptação do atacante foi prejudicada pela falta de treinos conjuntos antes da temporada. O lateral afirma que o Real ainda busca entrosamento após a derrota por 2 a 1 para o Atlético.
Marc Cucurella saiu em defesa de Vinicius Junior ao explicar os bastidores da adaptação do atacante no Real Madrid e ressaltou que a equipe ainda está em processo de ajuste. O lateral afirmou que a falta de tempo de treino conjunto antes do início da temporada tem dificultado a construção do entrosamento entre os setores, especialmente após a derrota por Atlético de Madrid 2 x 1 Real Madrid, pela 7ª rodada do Campeonato Espanhol.
Desenvolvimento
Cucurella detalhou que praticamente não teve tempo para treinar ao lado de Vinicius antes da estreia da temporada e que o brasileiro passa pelo desafio de se adaptar a um novo companheiro de lateral, após atuar com outros jogadores na posição ao longo dos últimos anos. O lateral avaliou que tanto o atacante quanto o restante do elenco ainda estão construindo a conexão dentro de campo.
Ao falar sobre a dinâmica ofensiva do time, Cucurella mencionou nomes que representam a velocidade do ataque: Vinicius Junior, Kylian Mbappé e Jude Bellingham. Segundo o lateral, a rapidez com que esses jogadores aceleram as jogadas a partir da recuperação de bola muitas vezes impede os laterais de se inserirem com mais frequência no terço ofensivo.
Em suas declarações, Cucurella deixou claro que a sequência de partidas também tem limitado as oportunidades de trabalho tático em campo e explicou que a equipe precisa aprender a equilibrar aceleração e posse de bola para permitir maior participação dos laterais e melhores transições coletivas. O jogador afirmou que vê esforço por parte de Vinicius e valorizou essa postura como um bom começo no processo de adaptação.
— Não é fácil. Os outros times também jogam, têm suas táticas e estamos terminando de ajustar. Eu, por exemplo, neste caso, ao compartilhar a lateral com o Vinicius, praticamente não tivemos partidas de treinamento e fomos direto para a competição. Para ele, conectar comigo também é diferente de fazer isso com outros laterais que teve. É um processo e eu entendo que tem que ir pouco a pouco, também jogamos muitas partidas, é difícil treiná-lo. Estou gostando do que vejo e de como ele está se esforçando, porque talvez não seja sua virtude ou o que ele mais desempenha. Vejo que joga para a equipe, que tenta fazer a sua parte, e é um bom começo.
— Sim, eu compartilho isso. Muitas vezes, quando quero atacar, eles vão tão rápido que já chutaram e não me dá tempo. Vinicius, Mbappé e Bellingham gostam muito de correr e, quando os defensores recuperamos a bola, a jogada já vai para frente e seguimos. Por exemplo, para os laterais fica talvez mais difícil chegar à linha de fundo porque não dá tempo. Eles terão que se adaptar ao nosso estilo. Talvez haja momentos da partida em que tenhamos que ter posses mais longas, controlar mais o jogo, porque assim também dá tempo para toda a equipe entrar no campo adversário. Se perder a bola, estamos mais perto.
O espanhol também comentou sobre a separação entre os setores do time e responsabilizou, em parte, os defensores por não subirem com rapidez suficiente para acompanhar as jogadas. Segundo ele, o problema não está necessariamente nos atacantes, que tendem a avançar com muita velocidade, mas sim na necessidade de coordenação coletiva para fechar os espaços e manter equilíbrio entre dinamismo ofensivo e organização defensiva.
— Os contextos são diferentes. Eu me imagino sendo Vinicius ou Mbappé e, cada vez que recebesse a bola, tentaria ir para frente como um animal e tentaria marcar gols. Eu falo como defensor, muitas vezes isso faz com que estejamos muito separados, mas não por culpa deles, e sim nossa. Temos que subir mais rápido. São coisas que temos que terminar de ajustar para sermos a equipe que queremos ser.
Cucurella reforçou que o elenco tem margem para evolução ao longo da temporada e relatou que o grupo está unido e comprometido em ajustar pequenos detalhes. Ele informou que a equipe realiza sessões de vídeo para corrigir mecanismos e que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas sobre a combinação entre velocidade e posse que o técnico pretende implementar.
— Todos estamos no mesmo barco, no sentido de que todos vemos que há coisas a melhorar. Muitas vezes ficamos separados, às vezes atacamos rápido demais e não deixamos. É difícil porque todo mundo faz isso com boa intenção. Uns querem marcar gols, os defensores querem defender, os meias tentam jogar e, pouco a pouco, temos que começar a trabalhar juntos para saber em que momento acelerar, ter mais posse e descansar com a bola. Estamos trabalhando nisso, fazemos sessões de vídeo e ainda é cedo.
Contexto
Na sequência da 7ª rodada do Campeonato Espanhol, o Real Madrid terá pela frente a necessidade de encontrar mais equilíbrio entre aceleração e controle de posse para favorecer a participação dos laterais e a organização tática do time. A equipe terá de transformar as observações feitas por jogadores como Cucurella em ajustes práticos durante a temporada para chegar mais afinada aos momentos decisivos que costumam definir competições longas como a LaLiga.
Do ponto de vista do plantel, a chegada de nomes com grande velocidade e capacidade de definição, como Mbappé e Bellingham, implica um redesenho das dinâmicas ofensivas e defensivas. Para que os laterais tenham sucesso nas investidas ao ataque sem comprometer a segurança defensiva, será necessário combinar momentos de posse mais prolongada com acelerações pontuais, como apontado pelo lateral.
No plano regional, enquanto o Real busca esse ajuste, o calendário esportivo no Nordeste também tem movimentação. Em Aracaju, por exemplo, está programado um seminário prático de Krav Maga sobre técnicas com bastão tático retrátil para o dia 27 de setembro, aberto ao público e a alunos da Federação Sul Americana de Krav Maga. Embora pertençam a esferas diferentes do esporte, eventos locais como esse ilustram a diversidade da agenda esportiva na região e a oportunidade de público e praticantes se envolverem em atividades de formação e defesa pessoal.
O que está em jogo e o próximo passo
O que está em jogo para o Real Madrid, conforme as avaliações internas citadas por Cucurella, é a capacidade de transformar potencial ofensivo individual em performances coletivas consistentes. Ajustes táticos na pré-temporada limitada e a intensa rotina de partidas exigem que o grupo consiga equilibrar velocidade e posse ao longo das próximas semanas para não deixar a falta de entrosamento comprometer resultados.
O próximo passo da história será a sequência de rodadas do Campeonato Espanhol, quando será possível observar se as sessões de vídeo, os treinos e os ajustes apontados pelo lateral surtirão efeito prático em campo, aumentando a participação dos laterais e a coesão entre setores. A tendência é que, à medida que a temporada avançar, a equipe busque maior consistência e entrosamento para disputar com competitividade os meses decisivos da competição.
Enquanto isso, a atenção segue voltada para o trabalho interno do time e para as próximas partidas do calendário nacional, nas quais o Real terá a oportunidade de demonstrar evolução nas conexões entre defesa, meio e ataque.

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