Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A Copa do Mundo de 2026 trouxe mudanças significativas nas regras do futebol, visando diminuir a cera em campo e aumentar a dinâmica das partidas. A competição, que culminará com a emocionante final entre Argentina e Espanha neste domingo no estádio de Nova York/Nova Jersey, já apresenta resultados impressionantes em relação às novas diretrizes.
No dia anterior à grande final, o Grupo de Estudos Técnicos da FIFA, liderado pelo renomado ex-treinador Arsène Wenger, divulgou dados que evidenciam a eficácia das alterações. Uma das principais novidades é a sinalização dos árbitros, que agora levantam as mãos quando goleiros e jogadores estão a poucos segundos de cobrar tiros de meta e laterais. Caso o tempo exceda cinco segundos, a equipe adversária pode se beneficiar com escanteios ou reviravoltas.
Os números são reveladores: na Copa de 2022, 25% dos tiros de meta levavam mais de 30 segundos para serem executados. Já nesta edição, esse número caiu para apenas 12%. Além disso, a nova regra que limita o retorno de jogadores que necessitam de atendimento médico a um minuto também teve impacto significativo. As intervenções médicas, que eram em média 2,3 por partida no Catar, diminuíram para 1,6 neste torneio.
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“Não é só o tempo de jogo que aumenta. Mas diminui a frustração de que alguém cai em campo para trapacear”, afirmou Wenger, destacando a importância das mudanças.
Outro dado interessante revela uma tendência de defesa mais baixa entre as equipes nesta Copa. O número de gols marcados de fora da área dobrou em comparação com a edição anterior, passando de 8% no Catar para 16% nos Estados Unidos, Canadá e México. Essa mudança de estratégia defensiva faz com que os ataques precisem ser mais criativos.
“Muitos times se defendem em blocos baixos, o que torna difícil se infiltrar. Uma receita é criar chances de fora da área. É difícil para o goleiro, que tem seis ou sete jogadores na frente dele, reagir”, comentou Jurgen Klinsmann, ex-atacante alemão e membro do grupo de estudos da FIFA.
Essas estatísticas não apenas destacam os impactos das novas regras, mas também prometem revolucionar a forma como o futebol é jogado em competições futuras, incentivando um jogo mais rápido e menos interrompido.

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