Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
A RD Congo estreou na Copa do Mundo com empate histórico diante de Portugal. O resultado confirmou a ousada previsão dos congoleses feita meses antes do torneio.
A República Democrática do Congo estreou na Copa do Mundo de forma memorável ao empatar em 1 a 1 com a poderosa seleção de Portugal. O jogo, realizado na última quarta-feira (17), em Houston, mostrou que a provocação feita há dois meses pelos congoleses, de que Portugal era “controlável”, se confirmou em campo.
A festa em Kinshasa, capital congolesa, após a classificação para o Mundial, foi marcada por uma celebração vibrante, onde torcedores carregavam cartazes com mensagens ousadas. O atacante Cédric Bakambu, um dos destaques da seleção, foi um dos que levantou a bandeira da provocação, afirmando que “Portugal é controlável. Aqui é Tshangu”. Para os congolenses, essa afirmação não era apenas uma estratégia, mas também um símbolo do orgulho e da determinação de sua equipe.
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No jogo, Portugal entrou como um dos favoritos ao título, ostentando a quinta posição no ranking da FIFA e vindo de uma vitória na Liga das Nações. Já a RD Congo, com um histórico recente modesto, mostrou uma defesa sólida, sendo a sétima melhor entre as 48 seleções classificadas.
Apesar de ter apenas 32% de posse de bola, os congoleses se mostraram eficazes em sua estratégia defensiva e em contra-ataques rápidos, finalizando mais vezes ao gol do que os portugueses. O técnico Sébastien Desabre elogiou a entrega da equipe: “Este empate nos traz muita energia, é um passo à frente. Estamos orgulhosos de garantir esse ponto para nosso país na Copa. Demos tudo o que tínhamos e estamos felizes com o resultado”.
A partida começou com Portugal saindo na frente, mas a RD Congo não se intimidou e empatou com um gol de Wissa, garantindo um ponto precioso e histórico na competição. Com esse resultado, a seleção congolesa mantém vivas as esperanças de classificar-se para a próxima fase, enfrentando a Colômbia na próxima terça-feira (23) e encerrando a fase de grupos contra o Uzbequistão no dia 27.
O sentimento de realização e a certeza de que a equipe pode competir em alto nível foram palpáveis entre os jogadores e a comissão técnica. A RD Congo, após 52 anos fora da Copa do Mundo, mostrou que está pronta para deixar sua marca na história do futebol.

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