Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A República Democrática do Congo enfrenta Portugal hoje às 14h em Houston, marcando seu retorno à Copa após 52 anos. Em 1974, como Zaire, a seleção viveu momentos dramáticos sob ameaças do ditador Mobutu Sese Seko.
Hoje, a República Democrática do Congo fará sua tão esperada estreia na Copa do Mundo de 2026, enfrentando a poderosa seleção de Portugal às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos. Esta é apenas a segunda participação do país no maior torneio do futebol mundial, tendo feito sua primeira aparição em 1974, sob o nome de Zaire, quando a equipe enfrentou momentos dramáticos e desafiadores.
Naquela ocasião, os jogadores do Zaire foram eliminados na fase de grupos, marcados por uma ameaça de morte imposta pelo então ditador Mobutu Sese Seko antes da partida contra o Brasil. Um episódio que ficou gravado na história do futebol, onde os atletas foram alertados de que, se perdessem por uma margem significativa, não teriam permissão para voltar para casa vivos. O jogo terminou com uma derrota de 3 a 0, e o zagueiro Mwepu Ilunga ficou famoso por um lance curioso, onde isolou a bola durante uma falta, uma ação que, na verdade, tinha como objetivo ganhar tempo e evitar um gol a mais do Brasil.
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A seleção congolense chega à Copa de 2026 após uma campanha de classificação impressionante, superando adversários como Camarões e Nigéria em partidas decisivas. Sob o comando do técnico francês Sébastien Desabre, a equipe demonstrou resiliência e garra, garantindo seu lugar no Grupo K, que também inclui Colômbia e Uzbequistão.
O Congo, que já teve cinco nomes diferentes ao longo de sua história, é um país rico em cultura e tradições, mas também marcado por um passado de exploração e conflitos. Inicialmente conhecido como Estado Livre do Congo, passou por alterações significativas, incluindo o período como Congo Belga e a adoção do nome Zaire durante a ditadura de Mobutu. Em 1997, após a queda do regime, o país restaurou o nome República Democrática do Congo.
Atualmente, a equipe congolense conta com talentos que brilham nas ligas europeias, como o atacante Yoane Wissa, do Newcastle, e Cédric Bakambu, que já passou por grandes clubes e é um dos rostos conhecidos da seleção. Embora a equipe não tenha estrelas do mesmo calibre que outras potências africanas, a expectativa é alta para que os jogadores mostrem seu potencial e façam história nesta Copa do Mundo.
Os torcedores da RD Congo já demonstraram seu apoio caloroso, recepcionando a seleção com entusiasmo em sua chegada aos Estados Unidos. Agora, todos aguardam ansiosos para ver como a equipe se sairá em sua jornada na competição.

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