Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A Colômbia entra em campo nesta quinta contra o Uzbequistão no Azteca. Quatro jogadores que atuam no Brasil foram convocados, com destaque para o Athletico, apelidado de 'AthletiColômbia'.
Hoje, a Colômbia dará início à sua jornada na Copa do Mundo de 2026, enfrentando o Uzbequistão às 23h (de Brasília) no icônico Estádio Azteca, na Cidade do México. O país sul-americano chega ao torneio com uma forte conexão com o futebol brasileiro, e, sem dúvida, o Athletico se destaca como a principal equipe representativa dessa união.
O amor e a identificação entre os torcedores e o Athletico foram tão intensos que resultaram no carinhoso apelido de “AthletiColômbia”. O técnico Néstor Lorenzo convocou quatro jogadores que atuam no Brasil: Arias, do Palmeiras; Carrascal, do Flamengo; Portilla, do Athletico; e Andrés Gómez, do Vasco, evidenciando uma relação que vem crescendo nos últimos anos.
O Athletico, em particular, se tornou uma verdadeira colônia colombiana, contando atualmente com sete atletas do país. Um dos destaques é Juan Portilla, que será um representante do clube na Copa do Mundo. Além dele, o elenco conta com os zagueiros Carlos Terán e Felipe Aguirre, o volante Alejandro García e os atacantes Kevin Viveros e Steve Mendoza.
Os números são impressionantes e refletem a importância dos colombianos no time. Felipe Aguirre, por exemplo, participou de 19 partidas na temporada, sendo titular em 18 delas e marcando um gol. Carlos Terán também se destacou, atuando em 13 jogos, iniciando 11. O volante Portilla, que é o único convocado para o Mundial, acumulou 19 partidas em 2026, com 14 como titular.
Preços vistos na Amazon em 16/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
No setor ofensivo, a presença colombiana é ainda mais notável. Steve Mendoza participou de 22 jogos e balançou as redes cinco vezes. Por sua vez, Kevin Viveros vive seu melhor momento na carreira, com 12 gols em 21 jogos, sendo o artilheiro da Série A com dez gols. Contratado por 5 milhões de dólares, ele se tornou a aquisição mais cara da história do Athletico, destacando-se como um dos principais nomes do campeonato.
A presença crescente de colombianos no futebol brasileiro não é uma coincidência, mas sim um reflexo de uma tendência que se espalha por todo o país. Os colombianos já formam uma das maiores comunidades de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro, apenas atrás dos argentinos e à frente dos uruguaios, atraídos pela força física, habilidade técnica e versatilidade.
Esse fenômeno não se limita ao Brasil; mercados como o México e os Estados Unidos também estão em busca de talentos colombianos. Um exemplo disso é Julián Quiñones, que, naturalizado mexicano, marcou o primeiro gol da Copa do Mundo na vitória do México sobre a África do Sul.
As mudanças estruturais, como o aumento do limite de jogadores estrangeiros na CBF, que permite até nove atletas por equipe, têm facilitado o intercâmbio de jogadores entre os países sul-americanos. Com isso, o monitoramento de mercados em busca de novos talentos se intensificou, reforçando a conexão entre Colômbia e Brasil.
A relação entre as duas nações no futebol remonta a décadas, com ídolos como Freddy Rincón e Víctor Aristizábal deixando marcas indeléveis no cenário nacional. Atualmente, o fortalecimento financeiro dos clubes brasileiros e a visibilidade crescente no cenário internacional tornam o Brasil um destino estratégico para muitos atletas colombianos em busca de uma oportunidade.
Enquanto a Colômbia inicia sua trajetória no Mundial, enfrentando o Uzbequistão e, posteriormente, o RD Congo e Portugal, o torneio se apresenta como uma vitrine de talentos e uma nova conexão sul-americana, onde a ponte entre Colômbia e Brasil nunca esteve tão movimentada.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
