Foto: Divulgação / Internet
O zagueiro Brito trocou o Rio por Curitiba cinco anos após o tri e foi recebido com entusiasmo pelos ídolos do Furacão. O defensor se juntou a Bellini e Djalma Santos no elenco atleticano.
Em um momento que ficará eternamente gravado na história do Athletico, a chegada do zagueiro Brito em 1975 trouxe um ar de celebração e reverência ao clube paranaense. Cinco anos após conquistar a Copa do Mundo de 1970 com a seleção brasileira, Brito desembarcou em Curitiba, pronto para vestir a camisa do Furacão, que já contava em seu elenco com outros campeões mundiais, como Bellini e Djalma Santos.
A recepção calorosa ao defensor carioca foi um espetáculo à parte. O ídolo atleticano Sicupira e o ponta Buião foram alguns dos que se entusiasmaram com a presença do campeão mundial. Buião recordou com carinho a forma como Brito se tornou o centro das atenções desde sua chegada, atraindo entrevistas e pedidos de autógrafos onde quer que fosse.
“Era um ídolo da gente, a gente sentia muito prazer em conversar com ele, estar ao lado dele, porque onde ele chegava, era o foco do momento”, relembrou Buião.
O laço entre os jogadores se fortaleceu rapidamente. Buião, que já conhecia Brito do tempo de Botafogo, tornou-se seu companheiro de quarto nas viagens e descreveu a amizade que floresceu entre eles. “Ele gostava muito de mim”, afirmou.
Antes de se juntar ao Athletico, Brito fez parte de um Botafogo recheado de estrelas, incluindo Jairzinho e Carlos Alberto Torres. Durante o Campeonato Carioca de 1971, o destino os uniu novamente, mas desta vez Buião se destacou, marcando os gols da vitória do Flamengo sobre o Botafogo.
“Ele era companheirão mesmo, sempre alegre, gostava de um sambinha. Eu fiquei muito triste com a morte dele, porque é uma pessoa que era do bem, alegre sempre”, lamentou Buião.
A chegada de Brito ao Athletico não apenas emocionou os torcedores, mas também inspirou seus novos colegas de equipe. O goleiro Altevir recordou a emoção de jogar ao lado de um campeão mundial, exaltando a simplicidade e a habilidade de Brito em campo. “Ele era muito bom tecnicamente, um zagueiro que não era de bater muito, marcava duro mas sabia jogar”, destacou.
A passagem de Brito pelo Athletico, embora breve, foi repleta de significado. Em apenas dois meses e 20 jogos, ele deixou sua marca no clube, participando do Campeonato Paranaense e mostrando seu caráter de líder nos treinos. Contudo, um incidente envolvendo a torcida chocou Brito, levando-o a decidir deixar o clube para jogar na Venezuela.
“Quando eu terminar meu contrato eu vou embora”, teria dito Brito após a situação lamentável que presenciou.
A história de Brito no Athletico é um testemunho de como um ídolo pode deixar um legado duradouro, mesmo em um curto espaço de tempo. Sua presença não apenas enriqueceu o clube, mas também uniu jogadores e torcedores em uma celebração do futebol e da amizade.

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