Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Gianluigi Buffon avaliou a possibilidade de Pep Guardiola assumir a Azzurra após a saída de Gattuso. O ex-capitão elogiou o treinador, mas alertou que qualidade não garante resultados imediatos.
Após um período de ausência nas últimas três edições da Copa do Mundo, a seleção italiana de futebol se prepara para uma nova fase de reformulação. Com a saída de Gennaro Gattuso do comando técnico em abril, após a eliminação nos playoffs das Eliminatórias Europeias, a Federação Italiana de Futebol (FIGC) buscou um novo treinador para a Azzurra. Entre os nomes cogitados estava Pep Guardiola, que estava livre no mercado após deixar o Manchester City.
Gianluigi Buffon, um dos maiores ídolos da história do futebol italiano e ex-chefe da delegação da seleção, foi questionado sobre a possibilidade de Guardiola assumir o comando da equipe. Em uma entrevista ao jornal “Gazzetta dello Sport”, Buffon reconheceu que a chegada do treinador espanhol poderia trazer um impacto positivo, mas também deixou claro que isso não garantiria automaticamente bons resultados.
“Só o nome dele (Guardiola) já nos daria um impulso, e precisávamos disso. Mas mesmo com ele, não haveria nenhuma garantia de resultados: ele é o maior (treinador) dos últimos 30 anos, mas treinou clubes. A seleção é outra história”, afirmou Buffon, que ostenta o recorde de 176 jogos pela seleção italiana.
A situação da seleção italiana é delicada. A eliminação precoce na Copa do Mundo e a necessidade de reformulação têm gerado instabilidade dentro da FIGC. Giovanni Malagò, o novo presidente da federação, iniciou uma busca por um treinador que pudesse reverter a situação, e Guardiola foi um dos nomes que despertou interesse. O treinador, que já havia expressado o desejo de treinar uma seleção nacional e tem uma ligação com o futebol italiano devido às suas passagens por Brescia e Roma, chegou a considerar a proposta, mas optou por priorizar um período sabático junto à sua família.
Além da saída de Gattuso, Buffon também decidiu se afastar da seleção, onde ocupou o cargo desde agosto de 2023. Sua saída foi acompanhada por uma reestruturação na FIGC, que viu a resignação de Gabriele Gravina, ex-presidente da federação. Apesar de ter sido convidado a participar da nova gestão, Buffon preferiu não aceitar a proposta, alegando a necessidade de recarregar suas energias e passar mais tempo com a família.
Com a ausência de Guardiola e Buffon, a FIGC tomou a decisão de nomear Andrea Pirlo como técnico até 2030. No entanto, a contratação de Pirlo se tornou problemática devido a sua ligação com uma casa de apostas da Rússia, levando a renúncias em massa dentro da direção da seleção após apenas 16 dias de trabalho.
Para tentar estabilizar a situação, a federação rapidamente apontou Roberto Mancini como o novo treinador e Claudio Ranieri como diretor da Azzurra. Agora, a expectativa recai sobre essa nova dupla, que terá a responsabilidade de levar a seleção italiana de volta ao caminho das vitórias e garantir uma vaga no próximo Mundial, já que a última participação da Azzurra na competição foi em 2014, no Brasil.
A pressão é grande, e o futuro da seleção italiana será testado em breve, à medida que se aproximam as próximas competições internacionais. Os torcedores esperam que a nova comissão técnica consiga unir a equipe e restabelecer a confiança do torcedor italiano, que anseia por resultados positivos após anos de frustração nas principais competições.
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