Foto: Getty Images — uso em caráter informativo.
A Escócia perdeu para o Marrocos, mas melhorou no segundo tempo e acende alerta para o Brasil. As seleções se enfrentam na quarta-feira, às 19h, em Miami.
A seleção escocesa, último adversário do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, não teve uma atuação convincente na derrota por 1 a 0 para o Marrocos, mas uma melhora no segundo tempo acende um alerta para a equipe canarinha. O jogo, realizado em Boston, revelou fraquezas na estratégia escocesa, que pode ser explorada pelo Brasil na próxima quarta-feira, às 19h (de Brasília), em Miami.
O gol relâmpago de Saibari, o mais rápido da competição, logo aos 70 segundos de jogo, condicionou a partida. O Marrocos começou com intensidade, dominando a posse de bola e mostrando agressividade na recuperação, enquanto os escoceses se mostraram limitados e defensivos após a desvantagem no placar. A única grande chance escocesa veio com McGinn, que finalizou para fora no fim do primeiro tempo.
“O Marrocos tem jogadores muito rápidos, então, depois de termos sofrido o primeiro gol com pouco mais de 70 segundos de jogo, era fundamental não sofrer o segundo logo em seguida. Por isso, no início da partida, foi muito importante manter a organização e evitar que eles ampliassem a vantagem”, explicou o treinador do Marrocos.
A formação escocesa, embora tenha apostado em um meio-campo mais robusto para diminuir os espaços, careceu de criatividade e demorou a produzir jogadas efetivas. O time teve dificuldades em transitar rapidamente e frequentemente perdeu a posse em disputas físicas.
Entretanto, o segundo tempo trouxe mudanças significativas para a Escócia. A saída de Kieran Tierney, que sentiu cãibras, forçou uma alteração tática que se revelou benéfica. Com um meio-campo mais encorpado, os escoceses começaram a pressionar e tiveram algumas oportunidades, embora a pontaria tenha sido um problema, com cinco finalizações sem acertar o alvo.
“Começamos a trocar a bola um pouco melhor e achei que, na segunda parte do primeiro tempo, depois da pausa para hidratação, fomos bem. Estávamos bem na partida e ganhamos um bom embalo antes do intervalo. Levamos esse momento positivo para o segundo tempo e realmente fomos para cima. Estou orgulhoso dos jogadores”, analisou Steve Clarke.
Um dos destaques do segundo tempo foi Ben Gannon-Doak, que trouxe uma nova dinâmica ao ataque escocês, oferecendo uma opção mais agressiva pelo lado direito. Juntamente com Scott McTominay, que cresceu na partida, e Ferguson, que teve boas atuações, a Escócia promete dificultar a vida do Brasil.
“Ben é um jogador fantástico. Levou um pouco de tempo para entrar no ritmo da partida, mas, depois que se assentou, sabíamos que ele nos daria aquele toque de imprevisibilidade. Ele nos oferece uma ameaça diferente no ataque”, destacou o treinador escocês.
Totalmente focados na classificação, os escoceses parecem estar se preparando para enfrentar o Brasil de forma mais estratégica. A próxima partida promete ser um verdadeiro teste para a Seleção Brasileira, que precisa estar atenta às mudanças que a Escócia pode trazer para o confronto.

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