Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O conjunto brasileiro de ginástica rítmica fez história ao conquistar a medalha de ouro no Mundial de Frankfurt, um feito inédito para o país na categoria. Depois de um desempenho impressionante, as ginastas brasileiras, que já haviam garantido uma vaga para as Olimpíadas de 2028 ao conquistarem o bronze na prova geral, voltaram à quadra neste domingo para a final da série simples, onde se apresentaram ao som da famosa canção “Feeling Good”.
A equipe brasileira, formada por Duda Arakaki, Sofia Madeira, Mariane Gonçalves, Maria Paula Caminha e Julia Kurunczi, obteve a notável nota de 29,450 pontos, a maior já registrada na temporada de 2026. Este resultado não apenas selou a vitória, mas também permitiu que as atletas pudessem afirmar: “Eu sou campeã mundial”.
O Brasil havia fechado sua participação no Mundial de Frankfurt na final da série mista, a qual ocorreu logo em seguida, às 9h (de Brasília). A técnica Camila Ferezin não conseguiu conter as lágrimas de felicidade ao celebrar a conquista, expressando o desabafo da equipe. “A gente vai cantar o hino!”, disse a técnica, revelando a emoção que tomou conta do grupo após a vitória.
O caminho até a final não foi fácil. O Brasil chegou a essa decisão apenas com a oitava e última vaga, superando uma performance que quase comprometeu sua chance de pódio na prova geral no dia anterior. Contudo, as ginastas mostraram determinação e entregaram uma apresentação impecável, destacando a trajetória das jovens atletas que se tornaram mulheres e agora campeãs mundiais.
“Muita alegria. Estamos muito emocionadas. Sempre foi um sonho. Foi muito trabalho até a gente chegar aqui. Poder ver a bandeira do Brasil no lugar mais alto, poder representar nosso povo, nossa família, não tem preço”, afirmou Duda Arakaki, capitã do conjunto brasileiro.
Antes do Mundial de Frankfurt, o Brasil já havia alcançado um marco significativo ao obter a maior nota do mundo na série simples, com 29,250 pontos no Campeonato Pan-Americano realizado em junho. Superar essa marca na final do Mundial era um desafio, mas as ginastas estavam preparadas para isso e foram recompensadas com um desempenho excepcional.
Na competição, a China, atual campeã olímpica, ficou com a medalha de prata ao conquistar 28,900 pontos, enquanto a Bulgária levou o bronze com 28,400 pontos. A seleção brasileira se apresentou como a terceira equipe na final da série simples e, com uma rotina impecável, conseguiu estabelecer um padrão elevado que suas concorrentes não conseguiram superar.
As demais equipes que se seguiram ao Brasil apresentaram erros, incluindo a Espanha, que havia sido a líder da classificação com 28,500 pontos, mas acabou cometendo falhas que resultaram em uma nota de 27,450. A anfitriã Alemanha, por sua vez, teve um erro grave e finalizou com 25,400 pontos.
Com essa conquista, o Brasil não só celebra uma vitória histórica, mas também vive um momento de evolução na ginástica rítmica. Até o último Mundial, conquistar uma medalha era um sonho distante, mas agora, com a medalha de bronze na prova geral e a inédita medalha de ouro, o país pode olhar para o futuro com esperança e confiança.
A equipe brasileira, que tem se destacado nas competições internacionais, agora se prepara para enfrentar novos desafios, com as Olimpíadas de Los Angeles 2028 no horizonte, onde as ginastas esperam continuar a trajetória de sucesso e trazer mais conquistas para o Brasil.

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