Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Faltam apenas seis horas para o início da tão esperada partida quando um grupo de voluntários já se reúne no estádio, prontos para fazer história. O check-in é feito, instruções são ouvidas e, em meio a sorrisos e nervosismo, eles se preparam para a última apresentação das movimentações que ensaiaram por três dias. É nesse momento que a música da Copa do Mundo ecoa pelo estádio e duas gigantescas bandeiras são abertas no campo, criando um espetáculo visual inigualável.
Diego Montemayor, um dos voluntários em Monterrey, no México, compartilha sua experiência:
Essa é a essência do trabalho em equipe que torna possível a cerimônia de abertura, uma novidade criada especialmente para o Mundial.“Tentamos olhar para os lados na hora de correr para que todos corram na mesma velocidade.”
As bandeiras impressionam com dimensões de 5.272 cm x 3.784 cm, cobrindo quase metade de cada lado do campo. Para segurá-las, são necessárias cerca de 70 pessoas, embora em algumas ocasiões esse número chegue a 90 voluntários. A logística por trás desse espetáculo é complexa e envolve um planejamento cuidadoso, com mais de 200 movimentações para transportar as bandeiras entre as sedes da Copa.
Brayan Aguilera, outro voluntário, explica que em Monterrey foram utilizadas bandeiras do Brasil e de Marrocos, refletindo a dinâmica do torneio e a possibilidade de confrontos entre seleções. A bandeira da África do Sul, que já havia jogado em outras cidades, foi transportada de maneira meticulosa, mostrando a eficiência do trabalho em equipe.
Os bastidores revelam ainda que as bandeiras são armazenadas em grandes caixas de madeira, e quando os voluntários chegam, elas já estão organizadas, prontas para serem usadas.
acrescenta Brayan, detalhando o processo de preparação.“Nós temos um calendário de uniformes com as cores que precisamos levar,”
Cada voluntário recebe instruções específicas sobre sua posição na bandeira, e o ensaio é rigoroso: os movimentos são praticados diversas vezes, tanto fora quanto dentro do estádio, com a supervisão de uma equipe de coreógrafos e membros da FIFA.
Em cada cerimônia, cerca de 150 a 180 pessoas se envolvem, criando um ambiente vibrante e cheio de emoção.
reflete Brayan, capturando a essência do que significa ser parte desse evento grandioso.“Me arrepio de lembrar. Pisar no mesmo campo que os jogadores para estender a bandeira… é algo que nunca vou esquecer,”
Maria Luiza Carvalho, uma brasileira que vive nos Estados Unidos, também compartilha sua experiência emocional ao segurar a bandeira do Brasil durante a cerimônia.
Momentos como esse mostram a paixão e a dedicação desses voluntários, que fazem da Copa do Mundo um evento ainda mais especial.“Tive que respirar fundo para não cantar e não chorar. Mas quando terminou, já dentro do túnel, eu chorava que nem um bebê.”
Após a cerimônia, as bandeiras são cuidadosamente enroladas e armazenadas novamente, prontas para serem transportadas para o próximo jogo. Em algumas sedes, os voluntários têm a oportunidade de assistir à partida, enquanto em outras, o tempo é limitado. Essa equipe, conhecida como Pre Match Ceremonies, foi selecionada através de um processo rigoroso, que começou meses antes do torneio, e agora eles vivem a experiência de fazer parte da história do futebol mundial.

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