Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
Raúl Jiménez superou uma fratura no crânio e, aos 35 anos, balançou as redes pela 1ª vez em Mundiais. O atacante decidiu com cabeçada e garantiu triunfo mexicano por 2 a 0.
O atacante Raúl Jiménez viveu um verdadeiro conto de superação para finalmente brilhar com a camisa do México em Copas do Mundo. Após enfrentar um grave acidente em 2020, onde fraturou o crânio, o jogador de 35 anos mostrou resiliência e determinação ao voltar aos gramados. Em sua quarta participação em Mundiais, ele se destacou ao marcar um gol de cabeça aos 21 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, no Estádio Azteca.
O momento foi marcante não apenas pela conquista da vitória, mas também pela realização de um sonho que parecia distante. Jiménez, que agora é titular após ser reserva em três Copas, se tornou a esperança de um país que busca brilhar na competição que ocorre em conjunto com os Estados Unidos e Canadá.
“Foi um momento muito bonito na minha vida ser titular pela primeira vez em um Mundial e marcar o meu primeiro gol. Me emociona muito ter essa oportunidade de ser mais importante para a nossa seleção. Temos de acreditar primeiramente em nós, sonhar e mostrar o que podemos no campo”,
disse Raúl em uma entrevista à Fifa, revelando a alegria e a responsabilidade que sente ao defender a seleção mexicana.
O próximo desafio de Jiménez e do México será contra a Coreia do Sul, na próxima quinta-feira, às 22h (de Brasília), em Guadalajara. O atacante, atualmente jogando pelo Wolverhampton, está confiante e preparado para levar seu país mais longe na competição.
Desde o acidente que quase pôs fim à sua carreira, Jiménez utiliza uma proteção na cabeça, uma recomendação médica para garantir sua segurança em campo. Apesar das indagações sobre o acessório, o veterano não se incomoda e afirma ter se acostumado com ele.
“Já me acostumei com essa proteção, é como parte de mim. Nunca mais vou deixar de usar, tenho placas de titânio. O melhor e o correto é que eu siga usando. O acidente fez eu mudar a minha forma de pensar. É preciso viver cada minuto como se fosse o último e aproveitar”,
completou o atacante, que já soma 46 gols com a seleção mexicana e fez parte da histórica conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, ao vencer o Brasil na final.

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