Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Carlo Ancelotti terá vínculo com a seleção do Brasil até 2030 e salário de €10 milhões por ano (R$ 58 milhões). Ele assumiu o comando em junho do ano passado.
Carlo Ancelotti é apontado como o técnico de seleção mais bem pago do mundo, recebendo da Confederação Brasileira de Futebol a quantia de 10 milhões de euros por ano (R$ 58 milhões). O levantamento que colocou Ancelotti no topo lista os dez maiores vencimentos entre treinadores que comandam seleções nacionais.
No centro da notícia está a confirmação do contrato entre o treinador italiano e a entidade que dirige o futebol brasileiro: a renovação foi anunciada pela CBF e estende o vínculo até 2030. Ancelotti assumiu a seleção brasileira em junho do ano passado e, conforme informado, renovou o contrato antes mesmo da Copa do Mundo 2026; com isso, ficará à frente do Brasil até o Mundial de 2030.
Detalhes do levantamento e posições
O ranking publicado traz valores anuais que colocam técnicos europeus e sul-americanos entre os mais bem remunerados no comando de seleções. Entre os dados divulgados constam os nomes dos treinadores e os salários expressos em euros por ano. Na lista aparecem, além de Ancelotti, nomes conhecidos do futebol mundial e técnicos em início de trabalhos com seleções.
- Carlo Ancelotti — seleção brasileira: 10 milhões de euros
- Jurgen Klopp — seleção alemã: 7 milhões de euros
- Mauricio Pochetino — seleção dos EUA: 6,8 milhões de euros
- Thomas Tuchel — seleção inglesa: 6 milhões de euros
- Luís de la Fuente — seleção espanhola: 5 milhões de euros
- Jorge Jesus — seleção portuguesa: 4 milhões de euros
- Zidade — seleção francesa: 3,6 milhões de euros
- Xavi — seleção holandesa: 3 milhões de euros
- Scaloni — seleção argentina: 2,3 milhões de euros
- Ralf Rangnick — seleção austríaca: 2 milhões de euros
Na sequência do ranking, o alemão Jürgen Klopp aparece em segundo lugar com vencimento anual de 7 milhões de euros. O argentino Mauricio Pochettino, que dirige a seleção dos Estados Unidos, figura em terceiro com 6,8 milhões de euros por ano. A lista traz ainda técnicos que mudaram de ambiente recentemente ou que acumulam experiência em clubes de alto nível.
Declaração e repercussão
“Hoje eu vi o Ancelotti abrindo um pouco mais a cabeça”, disse Caio Ribeiro sobre percepções a respeito do treinador.
A citação acima ilustra o debate público em torno da atuação do comandante brasileiro e da visibilidade que a seleção ganhou desde sua chegada. A renovação contratual e o salário destacado pelo levantamento intensificam a atenção sobre as decisões técnicas e sobre o desenho de médio prazo do projeto que tem a seleção como centro.
Contexto e implicações
O dado sobre o salário de Ancelotti insere-se em um panorama onde federações e associações buscam profissionais de alto perfil para liderar seleções nacionais, muitas vezes oferecendo remunerações compatíveis com o mercado europeu de clubes. Para a CBF, a manutenção de um treinador com currículo consolidado significa a aposta em continuidade técnica até o ciclo do Mundial de 2030.
Do ponto de vista esportivo, a permanência assegurada até 2030 confere ao treinador horizonte para planejar convocatórias, competições e programas de preparação de longo prazo. Para rivais e observadores, o investimento financeiro também será avaliado diante dos resultados em competições oficiais e do desempenho da equipe nas janelas internacionais que se seguirem.
Entre os demais técnicos listados, alguns chegam ao topo das seleções após passagens vitoriosas por clubes ou experiências recentes em torneios internacionais. O fato de nomes como Klopp, Tuchel e Xavi aparecerem no levantamento demonstra a atratividade que cargos em seleções exerceram sobre profissionais de perfil europeu e sul-americano.
Próximos passos
O passo seguinte para essa história está ligado ao trabalho de campo: a consolidação tática e os compromissos da seleção brasileira sob o comando renovado do técnico. A forma como o treinador organizará as próximas convocações e as partidas de preparação será observada de perto, assim como a reação da torcida e do mercado à cifra divulgada no ranking anual.
Em paralelo, a repercussão da lista tende a provocar novas comparações entre federações e seus investimentos em comissões técnicas, o que pode influenciar negociações e decisões em outras confederações. Para o elenco e para a própria CBF, o desafio será transformar essa estabilidade contratual e o investimento financeiro em resultados que justifiquem a aposta até 2030.

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