Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
A Bélgica se classificou em primeiro lugar no grupo G da Copa do Mundo, e agora um dos seus jogadores mais emblemáticos, Amadou Onana, se prepara para um confronto que é tanto pessoal quanto esportivo. O volante do Aston Villa, que nasceu em Dakar, Senegal, expressou seu desejo de evitar um confronto com seu país natal antes do sorteio da Copa. Contudo, o destino reservou uma partida contra Senegal, e neste quarta-feira, às 17h (de Brasília), Onana terá a oportunidade de enfrentar suas origens.
Em uma declaração impactante, Onana afirmou:
Essas palavras revelam a profundidade de sua conexão com o Senegal, mesmo após ter se estabelecido na Bélgica.“Eu preferiria perder para a França. Jogar contra o Senegal me daria uma sensação muito especial. Para mim, continua sendo importante manter contato com minha terra natal. Isso me traz imediatamente de volta à realidade. Quando vejo minha família novamente, percebo de onde vim.”
Amadou Onana, que cresceu em uma casa cheia em Dakar, mudou-se para a Bélgica aos 11 anos com sua mãe e uma irmã menor. Apesar de ter visitado seu pai em Bruxelas, as dificuldades da imigração marcaram sua chegada à Europa.
recordou Onana, que dividia o colchão com sua irmã enquanto a mãe dormia em um sofá.“Aquele colchão inflável… Essa é a primeira lembrança que tenho de chegar a um novo país,”
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Na Bélgica, o jovem jogador começou sua trajetória nas categorias de base do Anderlecht, mas não sem desafios. Ele se afastou dos gramados para apoiar sua irmã, Mélissa, em sua batalha contra o câncer, reforçando a união entre eles. Mélissa, mesmo durante o tratamento, se tornou sua agente não oficial, gravando suas jogadas e enviando vídeos para clubes europeus.
O primeiro clube a abrir as portas para Onana foi o TSG Hoffenheim, dando início a uma carreira que o levaria a Hamburgo, Lille e Everton, até alcançar o Aston Villa em 2024. Ele foi convocado para a seleção belga pela primeira vez em 2022 e já esteve na Copa do Catar. Onana declarou:
“A Bélgica me acolheu de braços abertos quando precisei. Passei por todas as categorias de base da seleção nacional. Cheguei até a ser capitão. Então, foi natural que eu escolhesse a Bélgica. O Senegal também nunca me convocou.”
Contudo, a escolha de Onana gerou reações mistas entre torcedores senegaleses, alguns dos quais o consideram um traidor. Mélissa, preocupada com possíveis vaias, pediu nas redes sociais que os torcedores o apoiassem. Apesar da rivalidade em campo, Onana reafirma seu amor por ambos os países:
“Carrego os dois países no coração: sinto-me senegalês e belga ao mesmo tempo.”
A partida desta quarta-feira promete ser um momento carregado de emoção para Onana, que enfrenta não apenas a seleção adversária, mas também suas raízes e a história de vida que o moldou.

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