Foto: Divulgação / Internet
O zagueiro Hércules Brito Ruas, ídolo do Vasco e integrante da Seleção campeã no México, morreu na última quinta-feira. Brito deixa um legado histórico como um dos defensores mais temidos do futebol brasileiro.
Nascido com a força de um verdadeiro Hércules, Brito, ícone do Vasco e campeão do mundo na Copa de 1970, deixou um legado que será eternamente lembrado. O ex-jogador, que faleceu na última quinta-feira, aos 86 anos, fez parte de uma das defesas mais temidas do futebol brasileiro nos anos 60, sendo uma referência indiscutível em São Januário.
Seu nome completo, Hércules Brito Ruas, foi escolhido por seu pai, Lenídio Ruas, ao se deparar com seu filho recém-nascido pesando impressionantes cinco quilos. Desde cedo, Brito se destacou pela força física, sendo reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um dos atletas com o melhor preparo físico da Copa do Mundo de 1970. Uma lenda popular até diz que ele chegou a quebrar um aparelho de academia durante os treinos para o Mundial no México.
A carreira de Brito no Vasco começou em 1957, quando ele foi revelado nas categorias de base. No entanto, logo teve que enfrentar a concorrência de grandes nomes como Bellini e Orlando Peçanha. Após um empréstimo ao Internacional em 1958, onde conquistou o Torneio de Paris, ele retornou ao Vasco em 1959 e, com a saída de Bellini, consolidou-se como um dos pilares da defesa vascaína.
Foi em 1963 que Brito formou uma das duplas de zaga mais icônicas da história do clube ao lado de Fontana. Juntos, eles se tornaram conhecidos por sua técnica e garra, enfrentando até mesmo os mais temidos atacantes da época, como Pelé. O próprio Fontana ganhou o apelido de “Inimigo do Rei” pelas disputas acirradas que travava em campo, que muitas vezes resultavam em expulsões em partidas memoráveis entre Vasco e Santos.
Ao longo de sua carreira, Brito disputou 405 jogos pelo Vasco, anotando 11 gols. Além do Torneio de Paris, ele conquistou a Taça Guanabara em 1965 e o Rio-São Paulo em 1966. Seu desempenho excepcional o levou a representar o Brasil na Copa do Mundo de 1966 e, no Mundial seguinte, em 1970, ele se tornou tricampeão, atuando em todas as partidas e formando uma famosa dupla com Piazza.
Com um total de 61 partidas pela Seleção, Brito contabilizou 45 vitórias, 11 empates e apenas cinco derrotas. Sua morte se soma à de outros grandes nomes do futebol que brilharam na Copa de 1970, como Pelé e Fontana, que faleceu em 1980. O legado de Brito, o herói vascaíno, permanecerá vivo na memória dos torcedores e amantes do futebol.

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