Um decreto municipal da cidade de La Línea de la Concepción, na Espanha, está gerando repercussão ao tentar impedir a realização de um amistoso entre a República Democrática do Congo e o Chile, programado para o dia 9 de junho. O motivo da proibição é a epidemia de ebola que afeta o país africano, que se prepara para disputar sua segunda Copa do Mundo.
O prefeito da cidade, Juan Franco, justificou a decisão como uma medida “preventiva”, pautada nas orientações das autoridades de saúde da Andaluzia. O amistoso seria realizado no estádio municipal da cidade, situado na província de Cádis, e, segundo Franco, a partida seria um grande atrativo para a localidade. Contudo, ele enfatizou a importância de priorizar a saúde pública.
“Lamentamos ter que tomar esta decisão, pois a partida é um atrativo para a cidade, mas consideramos a situação sanitária na RD Congo e entendemos que as documentações apresentadas não comprovam que não haja risco. Esta é a decisão mais prudente”, afirmou Franco.
A República Democrática do Congo, que retorna ao evento mundial após 52 anos – sua última participação foi em 1974 –, faz parte do Grupo K na atual edição da Copa do Mundo. A seleção congolesa estreará contra Portugal no dia 17 de junho, em Houston, seguida por um confronto com a Colômbia, seis dias depois. No dia 27, a equipe encerrará a fase de grupos enfrentando o Uzbequistão.
Atualmente, a RD Congo e Uganda são considerados os epicentros de uma nova epidemia de ebola. Dados recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da África, divulgados no último sábado, revelam que existem 263 casos confirmados da doença nos dois países. Além disso, mais de mil casos suspeitos estão em investigação. O surto já resultou em 43 mortes atribuídas à cepa Bundibugyo, tornando-se o terceiro maior surto de ebola na história da RD Congo, que já enfrentou epidemias semelhantes em 16 ocasiões desde a década de 1970.

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