No Campeonato Europeu de ginástica rítmica, realizado em Varna, na Bulgária, as ginastas ucranianas Sofiia Krainska e Varvara Chubarova fizeram história ao se manifestar contra a invasão da Ucrânia pela Rússia. Ao receberem suas medalhas, elas decidiram tapar os ouvidos e olhos durante a execução dos hinos da Rússia e da Bielorrússia, uma forma poderosa de protesto que ecoou em todo o mundo.
A competição marcou a primeira vez em cinco anos que o hino nacional russo foi tocado em um campeonato europeu da modalidade. A atleta Yana Zaikina, da Rússia, conquistou a medalha de ouro na prova de fita júnior, enquanto Sofiia Krainska garantiu a prata. Varvara Chubarova, por sua vez, brilhou ao conquistar a medalha de bronze na prova da bola, onde a bielorrussa Kira Babkevich levou o primeiro lugar.
“É muito difícil em Dnipro agora. Os ataques são constantes. Mal dormimos à noite. Ficou ainda pior ultimamente. Durante os treinos, estamos constantemente sendo levados para abrigos. É muito assustador, honestamente. Eu me preocupo com minha família. Todos os dias acompanho as notícias. Estou sempre em contato com eles porque tenho um medo terrível da guerra, e amo muito meus pais. Tenho genuinamente medo de perdê-los. Mas continuamos porque somos ucranianos, e somos fortes,”
declarou Chubarova, expressando a gravidade da situação que vive em sua cidade natal.
A manifestação das ginastas ucranianas surge em um contexto delicado. Recentemente, a Federação Internacional de Ginástica decidiu retirar todas as restrições impostas aos atletas russos e bielorrussos, uma decisão que gerou protestos e reações adversas por parte de muitos atletas e torcedores. Desde a invasão da Ucrânia em 2022, os atletas dessas nações foram banidos de competições internacionais, mas a nova determinação do Comitê Olímpico Internacional (COI) em reverter essa exclusão para os bielorrussos, enquanto mantém as sanções para os russos, intensifica ainda mais a tensão no cenário esportivo global.
O ato corajoso de Krainska e Chubarova ressoa não apenas como uma expressão de resistência, mas também como um lembrete da luta contínua do povo ucraniano. Em meio ao caos e à incerteza, essas atletas mostram que a força e a determinação são mais poderosas do que qualquer adversidade.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
