A manhã desta quarta-feira, 27 de maio, foi marcada por uma conquista histórica para o futebol feminino brasileiro! A Comissão do Esporte no Senado aprovou o projeto da Lei Geral da Copa do Mundo Feminina, um passo fundamental para a realização do Mundial feminino da FIFA no próximo ano. Agora, a expectativa é que o texto siga para apreciação no Plenário do Senado ainda hoje, dando continuidade a um processo que promete transformar o cenário do esporte no Brasil.
Entre as inovações propostas, a lei estabelece uma série de medidas organizacionais que vão desde acessos, permissões e condições de trabalho especiais até a definição de preços de ingressos. Um dos pontos altos do projeto é a premiação às jogadoras pioneiras do futebol feminino, reconhecendo a importância das atletas que abriram caminho para as gerações futuras. As pioneiras de 1988 e da Copa do Mundo de 1991, o primeiro torneio oficial da FIFA, serão homenageadas com prêmios que refletem a luta e a dedicação ao longo dos anos.
A relatora do projeto, a senadora Leila Barros (PDT/DF), destacou a importância dessa aprovação, que já havia passado pela Câmara dos Deputados no final de abril. Caso o Senado também aprove, a proposta seguirá para sanção presidencial, um passo crucial para a concretização das medidas necessárias para o grande evento do ano que vem.
Na reunião desta quarta-feira, também foi discutida uma emenda que propunha uma bonificação às jogadoras que representaram o Brasil na Copa do Mundo Feminina de 1995. Contudo, a emenda foi rejeitada para não atrasar a tramitação do projeto principal. Os senadores, no entanto, se comprometeram a avaliar um projeto específico para garantir compensações às jogadoras, semelhante ao que foi feito com os campeões mundiais de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
“Este projeto é uma vitória para todas as mulheres que lutaram e ainda lutam pelo reconhecimento no futebol”, afirmou Leila Barros durante a sessão.
A Lei Geral da Copa do Mundo Feminina, identificada como PL 1.315/2026, não é apenas um conjunto de regras, mas sim um marco que busca garantir direitos e responsabilidades a todos os envolvidos na organização do evento. Entre as garantias, destaca-se a responsabilidade do governo brasileiro em fornecer segurança e saúde durante os eventos, além da criação de uma força-tarefa nacional de segurança pela Polícia Federal.
Com a aproximação do Mundial em 2027, o Brasil se mostra preparado para receber o evento, com promessas de segurança, acessibilidade e condições adequadas para todos os profissionais envolvidos. O compromisso do governo e da FIFA é claro, e a expectativa é que essa lei traga um novo horizonte para o futebol feminino no país, promovendo não apenas o evento, mas também a valorização das mulheres no esporte.

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