Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O Grêmio empatou por 1 a 1 com o Atlético-MG e assegurou vaga na final da Copa do Brasil. Em coletiva, Renato Portaluppi explicou as escalações diante de ambiente hostil e afirmou confiança no planejamento.
O Grêmio garantiu vaga na final da Copa do Brasil após empatar em 1 a 1 com o Atlético-MG, e o resultado serviu como argumento central do técnico Renato Portaluppi para justificar escolhas feitas nas últimas semanas. Em entrevista coletiva após a classificação, o treinador voltou a explicar decisões de escalação e a reforçar confiança no planejamento adotado para conciliar as competições do calendário.
O empate por 1 a 1, válido pela semifinal da Copa do Brasil, levou o Grêmio à decisão do torneio. A partida teve momentos de pressão do Atlético-MG, com ambiente hostil no estádio, e também contou com atuações destacadas que foram lembradas na cobertura pós-jogo. O clube ainda assegurou, com a vaga na final, pelo menos R$ 34 milhões, conforme apontado em cobertura sobre os impactos financeiros da campanha.
Renato explicou que a opção por uma formação alternativa em confronto anterior pelo Campeonato Brasileiro, decisão que recebeu críticas, teve como objetivo preservar atletas para os jogos decisivos da Copa do Brasil. Segundo o técnico, a gestão do elenco diante de um calendário apertado foi determinante para o desfecho da semifinal e para a classificação ao jogo final.
Ao longo da coletiva, o treinador destacou também a entrega do grupo e a capacidade da equipe de suportar a pressão do adversário durante a semifinal. A leitura feita por Renato considerou tanto o desgaste físico quanto a necessidade de poupar peças em determinados momentos do Brasileiro para ter força nas decisões da Copa do Brasil.
O que ficou em campo e fora dele
Dentro de campo, a partida foi marcada por um início de dificuldades para o Grêmio, com o Atlético-MG exercendo pressão e criando um ambiente de jogo desfavorável. Fora de campo, as decisões técnicas e o planejamento de Renato foram o foco das perguntas. O treinador defendeu sua linha de trabalho e ressaltou que suas escolhas visam o interesse do clube, não de indivíduos.
“Nós conseguimos vitórias importantes no Brasileiro, só que nós estávamos a cada três dias em duas competições e tendo que matar sempre um leão a cada jogo, tanto no Brasileiro como na Copa do Brasil. Quando eu falei pra vocês que algumas pessoas me criticaram no jogo contra o Flamengo, eu sei o que eu faço, eu sou pago pra pensar. As pessoas têm que entender isso”
Renato também comentou a mobilização do adversário e a atmosfera criada pela torcida do Atlético-MG, afirmando que o Grêmio soube competir mesmo nas fases em que sofreu mais. Perguntado diretamente se se via como o responsável pelas escolhas, o técnico respondeu sem hesitar, reforçando sua convicção pessoal sobre o trabalho desenvolvido.
“Sim, eu sou o cara. Eu falei na hora para eles, durante o vídeo, que a torcida do Atlético-MG é uma torcida forte. Eles vão acreditar, mas nós também vamos acreditar. Nós vamos respeitar o adversário, como a gente sempre respeitou. Todos sabiam que seria sofrido, mas nós soubemos sofrer. Sabíamos que isso iria acontecer, mas soubemos entrar no jogo, soubemos competir com o adversário. O importante é que a gente conseguiu o nosso objetivo, que era irmos para a final”
O treinador ainda voltou a exaltar sua autoconfiança e a equipe que o cerca, lembrando que a recuperação rápida e a obtenção de resultados exigem trabalho e competência. As declarações pontuaram a ideia de que as escolhas são tomadas com base na convivência diária com o elenco e no conhecimento das condições dos atletas.
“Com toda humildade eu vou te falar isso. Eu falei alguns dias atrás que eu era muito bom. Muito bom mesmo. Eu continuo falando que eu confio muito no meu trabalho, confio nas pessoas que trabalham comigo, em todo mundo. Para você corrigir tudo isso em pouco tempo e dar resultado, tem que ser muito bom. Desculpa”
Renato também mencionou, em tom de conclusão, que suas decisões sempre visam o coletivo do clube:
“Quando o treinador toma uma decisão, ele sabe o que faz. Porque as decisões que eu tomo, eu sempre tomo em prol do grupo e do clube. Nunca em benefício de A, B ou C. Eu sempre busco o melhor para o clube e para o nosso torcedor. E a resposta está aí”
Além das falas de Renato, houve menções ao desempenho individual de atletas nas análises posteriores à partida. Coberturas destacaram as atuações de Weverton e Carlos Vinicius como determinantes para a classificação gremista à final da Copa do Brasil.
Também repercutiu nas redes a comemoração registrada por torcedores e comentaristas, com uma das manifestações dizendo: “Como que explica o Grêmio? Copeiro, 10ª final de Copa do Brasil”, atribuída a Queki, expressão que ilustra o tom de celebração entre parte da torcida e observadores do clube.
O que está em jogo e os próximos passos
Com a vaga na decisão, o Grêmio conquistou a chance de disputar o título da Copa do Brasil e garantiu um impacto financeiro relevante ao clube, com pelo menos R$ 34 milhões assegurados pela campanha até a final. Do ponto de vista esportivo, a classificação representa a continuidade da busca por taças em uma temporada em que o clube acumulou partidas em competições nacionais.
O próximo passo imediato para o Grêmio será a preparação para a final da Copa do Brasil. O clube e a comissão técnica terão agora o desafio de montar a melhor estratégia para o confronto decisivo, conciliando recuperação física, análise do adversário e logística, sem que tenham sido divulgados pelo clube detalhes sobre data ou o oponente da final no material desta cobertura.
A história seguirá acompanhada de perto pela torcida e pela imprensa, e o foco se volta agora à capacidade do Grêmio de transformar a vaga em troféu, enquanto Renato mantém sua defesa pública pelas escolhas tomadas ao longo da temporada.

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