Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Clarisse Vallim, carioca de 16 anos, venceu a russa Anastasiia Dobrovolskaia por imobilização nos segundos finais e faturou o ouro até 78kg. A atleta do Flamengo já é bicampeã mundial cadete.
Nesta terça-feira, 03/11/2026, Clarisse Vallim confirmou o protagonismo nas categorias de base do judô brasileiro ao conquistar a medalha de ouro na categoria até 78kg nas Olimpíadas da Juventude, em Dakar. A vitória da carioca de 16 anos veio após uma imobilização nos segundos finais da final contra a russa Anastasiia Dobrovolskaia, selando o resultado por ippon e fazendo soar o hino brasileiro no Senegal.
A trajetória de Clarisse em Dakar consolidou um currículo já expressivo: bicampeã mundial cadete na categoria até 70kg, a judoca do Flamengo competiu em Dakar na categoria até 78kg — uma mudança motivada pela ausência da disputa até 70kg neste evento — mas manteve o posto de cabeça de chave número 1. A atleta começou no judô aos quatro anos, incentivada pelo pai, Deivim, e teve na trajetória de Rafaela Silva, campeã olímpica no Rio-2016, uma referência importante para a sua volta aos tatames ainda criança.
O caminho para o ouro
- Quartas de final: Clarisse já estreou nas quartas de final e, tendo um waza-ari a seu favor, consolidou a vitória por ippon diante de Arba Hasanaj (Kosovo).
- Semifinal: venceu por ippon a Kayla Pita (Cuba) e garantiu vaga na decisão.
- Final: enfrentou Anastasiia Dobrovolskaia (Rússia), de 17 anos; a adversária trabalhou bem no solo e chegou a buscar uma imobilização, mas Clarisse encontrou nos segundos finais o caminho para a vitória com uma imobilização que resultou em ippon.
Clarisse treina no Flamengo sob a orientação dos senseis Rosicleia Campos, Renan Moutinho, Walter Matheus e Murilo Gouveia. Na preparação e na delegação, a judoca contou com o acompanhamento da também judoca e técnica Maria Portela. A rotina de trabalho e o preparo técnico foram elementos destacados pela sequência de resultados que já lhe garantiram títulos de nível mundial na categoria cadete.
Dados e impactos para o Brasil em Dakar
O ouro de Clarisse foi a segunda medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar 2026. A primeira havia sido conquistada pela nadadora Ana Júlia Amaral, que ficou com o bronze nos 100m borboleta. Considerando as quatro edições já disputadas do evento, a campanha brasileira nas Olimpíadas da Juventude chegou a 34 medalhas na história: 11 ouros, 13 pratas e 10 bronzes. O país também tem um bronze em Olimpíadas da Juventude de Inverno.
Retrospecto e histórico do judô brasileiro nas Olimpíadas da Juventude
- Layana Colman — ouro na categoria até 52kg, Nanquim-2014.
- Flávia Gomes — prata na categoria até 63kg, Singapura-2010.
- Eduarda Vaz Rosa — bronze na categoria até 78kg, Buenos Aires-2018.
- Clarisse Vallim — ouro na categoria até 78kg, Dakar-2026.
O judô é a única modalidade na qual o Brasil alcançou o pódio em todas as edições dos Jogos da Juventude, embora, em volume total de medalhas, a natação (sete medalhas) e a ginástica artística (cinco medalhas) ainda concentrem mais resultados para o país ao longo das edições.
Contexto nacional e regional
Além do pódio de Clarisse em Dakar, o cenário esportivo brasileiro e nordestino registrou outras conquistas relevantes nos últimos dias. No plano nacional, o Time São Paulo confirmou atuação dominante em competição escolar ao conquistar o tetracampeonato dos Jogos da Juventude, somando 116 medalhas — sendo 58 ouros, 25 pratas e 33 bronzes — campanha que evidencia a força das estruturas de base do estado nas disputas escolares.
No território nordestino, a cidade de Aracaju teve motivo para comemorar: a equipe feminina do Falcon conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Futebol 7 no dia 02/11/2026, triunfo por 2 a 0 sobre o time da Filadélfia na decisão realizada na Arena Ouro Preto, em Maceió (AL). A campanha das aracajuanas foi marcada por números expressivos: 28 gols marcados e nenhum sofrido, reforçando o protagonismo do futebol feminino local.
Esses resultados, nacionais e regionais, ajudam a compor um panorama em que as categorias de base e projetos locais têm gerado resultados internacionais e nacionais, alimentando expectativas para as próximas competições e promovendo a formação de novos talentos.
Fecho: o próximo passo
O ouro de Clarisse Vallim reforça a trajetória de uma atleta que já vinha sendo apontada como promessa nas categorias de base e agora soma um título significativo em um palco internacional como as Olimpíadas da Juventude. Para o Brasil, a medalha amplia a presença no quadro de medalhas de Dakar e mantém a tradição do judô entre as modalidades que mais vêm produzindo pódios na competição.
O desdobramento imediato da história será acompanhar a continuidade da delegação brasileira em Dakar em busca de novas conquistas e observar como a equipe técnica e a própria Clarisse irão capitalizar este resultado nos próximos compromissos e nas competições de base que seguem ao longo da temporada.

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