Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O Galo saiu derrotado em Porto Alegre e amarga a pior série de derrotas do ano. Eduardo Domínguez mexeu na defesa para reforçar o jogo aéreo; decisão fica para a Arena MRV no fim de semana.
O Atlético-MG saiu derrotado por 2 a 0 no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, em Porto Alegre, e aprofundou um momento turbulento ao acumular a pior sequência de derrotas no ano. A derrota em casa do adversário deixou o time mineiro em situação delicada, com a decisão do confronto marcada para a Arena MRV no próximo final de semana.
Desenvolvimento
O técnico Eduardo Domínguez surpreendeu ao promover alterações na defesa: Léo Duarte foi escalado pelo lado direito e Vitor Hugo formou dupla com Lyanco, numa tentativa de tornar a zaga mais forte pelo jogo aéreo. No ataque, Victor Hugo atuou centralizado como referência ofensiva.
O primeiro gol gremista nasceu de uma sequência defensiva mal finalizada do Atlético. Weverton lançou a bola, Lyanco errou o tempo da disputa e desmontou a organização defensiva; Léo Duarte não conseguiu fazer a cobertura, e Carlos Vinicius aproveitou para abrir o placar para o Grêmio. Apesar do revés, o time mineiro seguiu com boa dinâmica ofensiva, explorando o corredor esquerdo com Castaño, Bernard e Lodi, gerando chances tanto com a bola rolando quanto em cobranças de bola parada.
Na volta do intervalo, Domínguez buscou corrigir os problemas substituindo Lyanco e Victor Hugo — que sentiu um problema físico — por Igor Gomes e Minda. Com as mudanças, Alan Franco foi deslocado para a lateral e Léo Duarte passou a atuar normalmente na linha defensiva. Mal começaram as alterações, e, com um minuto do segundo tempo, o Grêmio ampliou a vantagem: João Pedro tabelou pela direita e encontrou Noriega na área, sem marcação, para fazer o segundo gol.
Com os dois gols de vantagem, o Grêmio passou a priorizar o bloqueio defensivo e a saída em transições com menos passes, explorando o um contra um de Enamorado e a presença física de Carlos Vinicius nas jogadas de primeiro lance. O Atlético dominou as ações ofensivas em números: 67% de posse de bola contra 33% do adversário; 21 finalizações a 3; e 14 escanteios cobrados. Ainda assim, a superioridade estatística não se traduziu em gols.
O volume de jogo atleticanos gerou oportunidades pontuais: uma finalização de Minda na área, um chute de Lodi defendido por Weverton e um cabeceio de Vitor Hugo que acertou o travessão na reta final. A equipe adversária soube se fechar bem e suportar a pressão, e a ausência de um centroavante fixo para aproveitar os cruzamentos ficou evidente ao longo dos 90 minutos.
Contexto
O revés na Arena condicionou de forma decisiva a situação do Atlético-MG na Copa do Brasil. A derrota por 2 a 0 no jogo de ida obriga o time mineiro a buscar uma remontada clara no segundo duelo, marcado para a Arena MRV no próximo final de semana, se pretende manter vivo o sonho da vaga na final da competição.
Internamente, a partida expôs fragilidades no sistema defensivo que vinham sendo registradas nos jogos anteriores: erros de tempo nas disputas, dificuldades em cobertura e uma transição defensiva pouco consistente quando a equipe era surpreendida por lançamentos longos. Um diretor do Atlético-MG admitiu momento difícil, mas passou confiança à comissão técnica e ao trabalho do treinador, segundo o relato existente.
Do ponto de vista tático, as mudanças de Domínguez durante o intervalo buscavam corrigir pontos óbvios — sobretudo no posicionamento de Lyanco e na recomposição defensiva — mas o segundo gol, logo no início do segundo tempo, dificultou qualquer ajuste que pudesse ser pensado apenas com bola rolando. A partida deixou claro também que, embora o Atlético tivesse domínio territorial e estatístico, a eficácia no terço final foi insuficiente para ameaçar de forma real a vantagem gremista.
Para o torcedor, a expectativa pela partida de volta se mistura com apreensão: só uma remontada no próximo final de semana é capaz de mudar o ambiente do clube neste momento da temporada. A decisão na Arena MRV será encarada como o momento de resposta, e o elenco precisará demonstrar capacidade de converter posse em finalizações de qualidade e corrigir as falhas defensivas que resultaram nos dois gols sofridos em Porto Alegre. Nomes como Victor Hugo, Lodi e Bernard têm papel central na tentativa de desequilíbrio ofensivo; defensivamente, a recomposição e a comunicação entre zaga e laterais serão observadas de perto.
Fecho
O próximo capítulo será escrito na Arena MRV no próximo final de semana: é lá que o Atlético-MG terá a última oportunidade para reverter a desvantagem de 2 a 0 e avançar à final da Copa do Brasil. Até lá, o trabalho da comissão técnica deve se concentrar em ajustes defensivos, alternativas ofensivas para tornar a bola na área mais perigosa e na recuperação física dos jogadores que estiveram abaixo do esperado em Porto Alegre.

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