Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Em Pato Branco, a ACBF venceu o Joinville por 3 a 2 na prorrogação, com gol decisivo aos oito segundos do fim. Fernando abriu o placar; Vilela empatou no tempo regulamentar.
Em uma virada dramática na prorrogação, o Carlos Barbosa derrotou o Joinville por 3 a 2 e conquistou o título da primeira edição da Copa LNF, em partida única realizada em Pato Branco, no Paraná. O gol decisivo saiu quando faltavam oito segundos para o fim do tempo extra, selando a revanche e a festa da equipe gaúcha.
O jogo e os detalhes do placar
No tempo regulamentar, as equipes terminaram empatadas em 1 a 1. O Joinville abriu o placar com Fernando, e Vilela deixou tudo igual para a ACBF ainda durante os 40 minutos regulares.
Por se tratar de uma final em jogo único, a decisão foi para a prorrogação. No primeiro tempo da prorrogação, quando faltavam menos de três minutos para o seu término, Xuxa marcou e colocou o Joinville na frente.
A reação do Carlos Barbosa veio no segundo tempo da prorrogação. Com 1:35 restantes no cronômetro, Fogaça empatou, iniciando a virada. Cerca de um minuto depois desse gol, Xuxa, que havia marcado para o Joinville, cometeu um carrinho e foi expulso, deixando a equipe catarinense com um jogador a menos para os segundos finais.
Com o Joinville reduzido e tentando segurar o resultado, o Carlos Barbosa foi ao ataque e, a oito segundos do fim, Fogaça marcou mais uma vez, anotando o segundo dele na prorrogação e o gol que garantiu o título por 3 a 2.
Reações e falas após a conquista
“Hoje de manhã a gente assistiu um vídeo da nossa família e amigos e muitas vezes não damos a devida importância. Falei antes do jogo pra gente não esquecer esse vídeo, quando fomos para a prorrogação eu falei novamente: ‘A gente tem que tirar força da onde não temos, lembrem de cada familiar que mandou uma mensagem positiva’, e acho que a gente conseguiu”
Essas palavras foram ditas por William Bolt, capitão da ACBF, em referência à preparação emocional do time antes e durante a prorrogação.
“Quando tava 2 a 1, falei: ‘Acreditem que a gente vai fazer o gol’, porque a gente tava muito bem. Não acreditava que a gente iria fazer dois. Agradecer a Deus e todos os torcedores. A gente merece muito porque ouvimos muita coisa. Agora é festejar”
Bolt completou suas declarações destacando a crença do grupo nos momentos finais da partida.
“Mérito total do Carlos Barbosa. Que caras fortes mentalmente, usaram o goleiro-linha com uma qualidade absurda e em 20 segundos conseguiram fazer um golaço com um jogador a mais. É o futsal, é raça, faz parte”
O reconhecimento veio do técnico do Joinville, Davi Mendonça, que ressaltou a qualidade tática do adversário e a força mental demonstrada na reta final.
“O que posso fazer é trabalhar 10 vezes mais para ajudar meus atletas. Tenho muito orgulho do que esses caras fizeram hoje e do que a gente vem fazendo. Eu tenho 10 meses de Joinville apenas e a gente conseguiu fazer muita coisa. Vai dar certo”
Davi Mendonça também afirmou que seguirá trabalhando para aprimorar a equipe, destacando o orgulho pelo desempenho dos jogadores e a trajetória construída em sua curta passagem pelo clube.
Caminho até a final
- Carlos Barbosa: eliminou Sport, Joaçaba, Dracena e Juventude para chegar à final.
- Joinville: venceu Blumenau, ACEL, São Caetano e Camaquã até a decisão.
Contexto da competição e o que estava em jogo
A final representou a conclusão da primeira edição da Copa LNF, torneio disputado em formato eliminatório até a decisão em jogo único. Para o Carlos Barbosa, a conquista reforça a força da equipe em competições nacionais de clubes e amplia o currículo do clube em taças de torneios organizados por ligas e federações. Para o Joinville, o resultado ficou marcado por uma campanha que culminou em uma disputa equilibrada, decidida apenas na prorrogação.
Os episódio-chave da decisão — a virada tardia, a expulsão de Xuxa e a utilização do goleiro-linha pelo Carlos Barbosa nos instantes finais — traduzem a natureza imprevisível e de alta oscilação emocional do futsal em partidas eliminatórias. A expulsão alterou a dinâmica dos últimos segundos e abriu espaço para que o time gaúcho buscasse o resultado com goleiro-linha, solução tacticamente arriscada que acabou sendo bem-sucedida.
Fecho: o próximo passo da história
Com o título da Copa LNF assegurado, o Carlos Barbosa terá o troféu e a comemoração como imediatas consequências esportivas e simbólicas. Já o Joinville, apesar da derrota, encerra sua participação na competição com uma campanha que o levou até a decisão e com declarações do treinador apontando para trabalho contínuo no clube.
As equipes agora entram em nova fase de retorno ao seu planejamento e preparação, mas datas e adversários para os próximos compromissos não foram especificados na cobertura desta decisão. A repercussão do título e os desdobramentos na rotina de preparação dos clubes devem marcar as próximas semanas no calendário de ambos.

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